De acordo com o IBGE, setor de serviços cresce 3,7% em fevereiro e supera nível pré-pandemia

Essa é a nona alta seguida da taxa, porém, no acumulado dos últimos doze meses, o índice apresentou queda de 8,6%

Por: Marina Correa de Genaro | 15 abril - 16:30

Nesta quinta-feira (15), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume do setor de serviços do Brasil cresceu 3,7% em fevereiro em relação ao mês de janeiro.

Com a nona taxa positiva seguida, o setor acumula um ganho de 24% em nove meses e supera, pela primeira vez, o nível pré-pandemia, ficando 0,9% acima do patamar de fevereiro de 2020.

Setor de serviços

Foto: Divulgação

Em março, foi registrado crescimento do volume de serviços em todas as cinco atividades pesquisadas. A alta de 4,4% em transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foi destaque, atingindo seu ponto mais alto da série iniciada em janeiro de 2011.

De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, “Nesse segmento vêm se destacando as empresas que prestam serviço de logística, que já vinha tendo alta expressiva por conta do aumento das exportações de petróleo e do agronegócio e, durante a pandemia, teve uma grande escalada de demanda, devido ao crescimento das vendas no comércio online”.

Segundo o IBGE, os serviços prestados às famílias, que incluem segmentos como hotéis e restaurantes, tiveram a maior alto do mês, de 8,8%, mas isso se deve ao fato de a base de comparação estar baixa.

“Sendo uma das atividades mais afetadas pelas restrições impostas por estados e municípios para enfrentamento da pandemia, serviços prestados às famílias tiveram perdas significativas entre março e maio e ainda oscilam muito, conforme as medidas de isolamento social são relaxadas ou enrijecidas. Os dois meses anteriores foram de queda e, portanto, há um longo caminho a percorrer para a recuperação, estando ainda 23,7% abaixo do nível de fevereiro de 2020”, completou Lobo.

Já o índice de atividades turísticas teve em fevereiro expansão de 2,4% sobre o mês anterior, segunda alta seguida. Mas, depois de crescer 127,5% entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, ainda precisa mostrar expansão de 39,2% para retornar ao patamar de fevereiro de 2020.

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