Corte no Minha Casa Minha Vida pode resultar na perda de 250 mil empregos

Orçamento de 2021 praticamente zerou a verba para dar continuidade às obras da faixa 1 do programa habitacional

Por: Marina Correa de Genaro | 24 abril - 15:11

Foi classificado como “loucura” pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, o corte total nas verbas para a continuidade das obras do programa habitacional do governo e disse que quem ordenou o veto “não tem noção do que está fazendo”.

De acordo com ele, esse veto coloca em risco 250 mil empregos diretos no setor da construção, já que 250 mil unidades habitacionais estão com obras em andamento, e a estimativa é que cada uma gera um emprego direto e 2,5 indiretos.

Minha Casa Minha Vida

Foto: Márcio Fernandes de Oliveira

 

“As empresas já estão ferradas, com preço fixo (recebido pela obra), aumento absurdo de insumos. Tem dúvida do que irão fazer?”, questionou.

O veto do presidente Jair Bolsonaro ao Orçamento deixou praticamente zerada a verba para dar continuidade às obras da faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, rebatizado pelo governo de Casa Verde e Amarela.

Foi realizado um corte de R$ 1,5 bilhão nas despesas que estavam reservadas ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), que banca as obras do faixa 1 do programa, voltada às famílias de baixa renda.

Desse valor, R$ 1,37 bilhão era do Orçamento do próprio Executivo, e o restante de emendas parlamentares.

“Acho simplesmente uma loucura, vai paralisar obras, demitir pessoas, criar um problema seriíssimo que, para retomar, custará muito mais caro. Quem cortou não tem noção do que está fazendo. Inacreditável”, disse Martins.

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