Brasil está em 93º no ranking mundial de igualdade de gênero

Posição anterior do país era a de 67º; participação política e econômica das mulheres foram afetadas

Por: Leonardo Fernandes | 31 março - 07:59

Em novo ranking global de igualdade de gênero divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) nesta quarta-feira (31), o Brasil caiu posições em relação aos dados da edição anterior, de 2006. Há 15 anos, o país estava em 67º no mundo, e agora foi para 93º. Isto representa uma perda de 26 posições de um levantamento para o outro.

O ranking da WEF avaliou áreas de atuação diferentes para a contagem, levando em consideração a participação de mulheres e homens em diferentes setores. No caso do Brasil, a participação na política (de 86º para 108º) e a igualdade econômica (de 63º para 89º) das mulheres foram duas das áreas mais afetadas.

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Cartaz escrito em inglês em protesto, que diz "nós não seremos silenciadas"

Cartaz escrito “nós não seremos silenciadas” em inglês, durante protesto. No caso do Brasil no estudo da WEF, mulheres foram mais prejudicadas na política e na economia. Foto: Michelle Ding/Unsplash

A participação política faz a avaliação da porcentagem de mulheres nos parlamentos, ministérios e a quantidade de mandatos presidenciais feitos por líderes femininas nos últimos 50 anos. Neste caso, o Brasil está em 122º entre 156 países que elegeram mulheres ao Congresso nacional, e em 120º em relação aos cargos ocupados por ministras.

Na educação, a pontuação do país foi de 74º para 37º; uma melhora significativa, assim como na área de saúde, que conta a sobrevivência ao nascer e expectativa de vida. Neste caso, Brasil dividiu o primeiro lugar do ranking com outros países.

Entretanto, o crescimento na tabela da educação não significa um cenário de condições femininas e masculinas iguais, mas sim de que os problemas neste campo social atingem ambos, e as mulheres numa taxa menor.

A WEF aponta que a crise do coronavírus afetou o mundo como um todo, mas que as mulheres foram as mais atingidas na carreira e na vida pessoal. Isso se deve ao fato da quantidade expressiva de mulheres nos cargos de trabalho mais prejudicados, como turismo e educação, e também na questão do isolamento em casa e ambientes que não abrem espaço para o crescimento pessoal e apoio (como lares que sofrem com a violência doméstica).

O Fórum Mundial declarou que os dados de 2021 não são capazes de analisar totalmente o impacto do Covid-19 na sociedade, já que em alguns países a taxa de empregos disponíveis, por exemplo, também cresceu. Os dados são pautados, principalmente, nos contextos político, econômico e social de cada nação.

*Com informações do jornal Folha de S. Paulo

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