BC faz alterações no Pix; bancos serão obrigados a oferecer pagamento com QR Code, agendamentos e movimentação do auxílio emergencial

A Diretoria Colegiada do Banco Central (BC) aprovou novas alterações no Regulamento do Pix

Por: Bianca Antunes | 22 abril - 14:13

A Diretoria Colegiada do Banco Central (BC) aprovou novas alterações no Regulamento do Pix, anexo à Resolução nº 1, de 2020. Assim, a partir de setembro, os bancos serão obrigados a oferecer o serviço do Pix Agendado.

Agora, o usuário terá a possibilidade de marcar o procedimento de pagamento para uma data futura com o uso da chave Pix ou dados bancários de quem vai receber o dinheiro.

Foto: Divulgação/Agência Brasil

De acordo com o BC, o prazo de 1 de setembro é razoável para que todas as instituições façam os ajustes necessários no sistema. “Tal medida visa ampliar ainda mais a comodidade dos pagadores, garantindo, que todos os usuários, independente da instituição que possuem conta, possam agendar um Pix”, disse o BC em comunicado.

QR Code

Também foi aprovado o uso de Code para cobranças e pagamento de contas futuras pelo Pix. Essa opção ficará disponível a partir de 14 de maio, e até julho, todas as instituições terão que disponibilizar a função.

Com essa medida, o Pix vai ganhar uma ferramenta similar a de um boleto bancário, que gera cobranças via código de barras com informações do valor final, descontos, multas e juros.

“As instituições participantes do Pix que não conseguirem proporcionar a experiência completa de pagamento (leitura do QR Code e pagamento em data futura) no período de 14 de maio a 30 de junho terão que, no mínimo, possibilitar a leitura e o pagamento na data da leitura do QR Code, com todos os encargos e abatimentos calculados corretamente”, define o BC.

Auxílio emergencial

O BC também definiu que os valores recebidos pelo auxílio emergencial 2021 poderão ser movimentados por Pix a partir do dia 30 de abril. A exceção será apenas para casos de transferências para contas da mesma titularidade.

“Tal excepcionalidade se faz necessária visando a proteção dos usuários, uma vez que tais recursos não podem ser objeto de descontos ou de compensações que impliquem a redução do valor do auxílio”, explica.

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