Trabalhadores terceirizados da Vale tem pedidos de indenização negados

Apesar de não estarem presentes no local durante a tragédia, três funcionários da empresa alegam danos morais devido ao desastre

Por: Caroline Ripani | 26 abril - 13:24

Dois anos após o rompimento da barragem da Vale na Mina Córrego do Feijão, três trabalhadores terceirizados da empresa tiveram os pedidos de indenização negados pela Justiça do Trabalho.

Segundo a ação movida pelos trabalhadores que, apesar de não estarem no local durante o incidente, alegam danos morais devido ao desastre, eles foram submetidos a risco de vida, risco à saúde e à integridade física por terem trabalhado no complexo da mina.

Desastre de Brumadinho em 2019

Foto: Reprodução/Ibama/Flickr

Para a Justiça do Trabalho, o fato dos funcionários terem frequentado o local antes da tragédia que causou a morte de 259 pessoas, “não é suficiente para a caracterização do dano”.

No pedido, os trabalhadores conseguiram comprovar que prestaram serviços na mina até dezembro de 2018, um mês antes do rompimento da barragem.

Segundo o desembargador César Machado, a indenização por danos morais exige prova do dano que ofenda a esfera moral ou existencial da pessoa, causando “lesão à honra, à imagem, à liberdade de ação, à autoestima, à sexualidade, à saúde, ao lazer e à integridade física”.

De acordo com Lucilde D’Ajuda Lyra de Almeida, também desembargadora, o fato dos funcionários estarem, de certo modo, próximos ao incidente, pode ter causado dor, entretanto, eles não correram risco real, ao contrário dos outros operários que estavam no Córrego do Feijão em 25 de janeiro de 2019.

*Com informações do R7.

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