São Paulo: Entregadores suspendem atividades hoje; entenda quais são as reivindicações

De acordo com os organizadores, protesto deve ter aproximadamente 5.000 pessoas e passará por importantes avenidas

Por: Marina Correa de Genaro | 16 abril - 12:48

Nesta sexta-feira (16) os entregadores da região metropolitana de São Paulo irão paralisar suas atividades, a partir das 13h, reivindicando melhores taxas por quilômetro rodado, vacinação contra a Covid-19 e outras demandas.

De acordo com os organizadores, o protesto deve ter aproximadamente 5.000 pessoas, começando na Praça Charles Müller, em frente ao Estádio do Pacaembu, Zona Oeste de São Paulo, e irá partir pelas principais avenidas da cidade.

Foto: Divulgação/Agência Brasil

O principal motivo da manifestação será para pedir aumento nas taxas recebidas pelos motoboys, R$ 10 por até cinco quilômetros rodados e mais R$ 2 por quilômetros adicionais, além de transparência nas taxas por parte dos aplicativos.

Segundo o líder do movimento Entregadores Unidos, André Mendonça, “a conta não está fechando” para os motoboys. “São ao menos 10 horas trabalhadas por dia para um ganho bruto inferior a R$ 3 mil mensais. Com gastos de combustível e manutenção das motos, o ganho líquido cai para menos da metade”, completa Mendonça.

Os participantes do ato também pedem prioridade na imunização contra a Covid-19, uma vez que estão na linha de frente desde o início da pandemia. Além de correrem o risco de contaminação, podem ser um vetor do vírus para as próprias famílias e clientes.

O protesto também solicita um código de liberação para finalização do pedido. Segundo o líder do movimento, é muito comum que clientes recebam o pedido e respondam no aplicativo que não receberam. Assim, segundo Mendonça, “o aplicativo confia na versão do cliente e bloqueia o motoboy”.

Portanto, a demanda seria um código enviado pela empresa ao cliente, e na entrega o motofretista só liberaria o pedido após o cliente informar o código a ele, provando que a entrega foi realizada.

Outro tema que também estará presente é o chamado Rappi Turbo, uma plataforma da empresa de aplicativos que obriga os entregadores a automaticamente aceitarem as corridas. Há medidas semelhantes nas outras empresas. Segundo os trabalhadores, após uma determinada quantidade de corridas negadas, os profissionais são bloqueados dos apps.

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