São Paulo: Entregadores param hoje e irão bloquear entrada de shoppings

Ação visa chamar atenção dos aplicativos ao dificultar entregas em pontos estratégicos da cidade. Ato pede aumento e vacina contra Covid-19

Por: Marina Correa de Genaro | 23 abril - 12:18

Nesta sexta-feira (23), entregadores de São Paulo e da região metropolitana farão nova manifestação, uma semana depois do ato que levou milhares de trabalhadores da categoria às ruas e avenidas.

Agora, em vez de protestarem nas vias, os motoboys e bikers irão bloquear as entradas de shoppings da capital paulista.

Manifestação entregadores

Foto: Taba Benedicto

Além da própria greve, o foco da ação é chamar atenção dos aplicativos ao dificultar as entregas de pedidos em pontos estratégicos da cidade. A tática já tinha sido utilizada em manifestações da categoria em julho do ano passado.

Segundo o liderança do movimento Entregadores Unidos, André Mendonça, o protesto irá contar com mais de 10 mil motofrentistas ao longo do dia. A última manifestação contou com mais de cinco mil pessoas cruzando as principais avenidas paulistanas.

Entre as demandas estão o aumento de taxas por quilômetro rodado, vacinação contra a covid-19 e o fim de bloqueios indevidos.

A principal continua sendo o aumento nas taxas para os motoboys, eles pedem que o valor seja de R$ 10 por até cinco quilômetros rodados e mais R$ 2 por quilômetros adicionais, além de transparência nas taxas por parte dos aplicativos.

A imunização contra a covid-19 também é uma das pautas do protesto. A defesa da categoria é que, trabalhando desde março de 2020, eles estão expostos na linha de frente.

O ato também pede o fim dos bloqueios indevidos e a criação de um código de liberação para finalizar pedidos.

O governo do estado de São Paulo diz que a destinação de mais vacinas contra covid-19 pelo Ministério da Saúde “é crucial para continuidade da campanha e expansão dos públicos-alvo” e que a inclusão de novos públicos segue os critérios técnicos definidos pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações).

De acordo com o governo, a execução da campanha (com organização e distribuição de quantidades na rede de saúde, e a aplicação das doses) é responsabilidade dos municípios.

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