São notificados ao menos 10 casos de agressão contra menores de idade a cada hora, no Brasil

Levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria aponta que por são registrados ao menos 243 casos

Por: Murilo Amaral Feijó | 18 abril - 16:14

De acordo com levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), ao menos 243 casos de agressão física ou psicológica são registrados todos os dias no Brasil. Ou seja, são dez casos notificados por hora.

Segundo especialistas, esse número pode ser ainda maior, levando em conta que a cada agressão ou tortura registrada, mais 20 casos acontecem e não são notificados.

Criança com mão aberta a frente do seu rosto

Foto: Reprodução/Twitter

O levantamento foi realizado pela SBP, com apoio da agência 360° CI e do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan).

Em 2019, no total – somando violência física, psicológica e tortura -, os crimes contra crianças e adolescentes notificados no Brasil chegaram a 88.572. Entre esses registros, 71% são casos de violência física, 27% são de violência psicológica e 3% são de tortura.

Entre 2010 e 2019, segundo o levantamento, as agressões totais notificadas chegaram a 629.526, equivalente a 173 casos por dia.

“Mamãe, vem pra casa”, disse Henry a Monique em ligação de vídeo

Andrea Pachá, juíza da 4.ª Vara de Órfãos e Sucessões do Tribunal de Justiça do Rio, compara as violências contra menores à violência contra a mulher: “Durante muito tempo a violência contra a mulher foi silenciada, todo mundo fingia que não existia. Isso começou a mudar depois da Lei Maria da Penha. O mesmo está acontecendo agora com a violência contra as crianças; quando a violência vem à tona, as pessoas começam a ficar mais atentas aos sinais”.

Segundo o pediatra Marco Antônio Chaves Gama, presidente do Departamento Científico de Segurança da SBP, os casos são revelados quando as vítimas são encaminhadas para os médicos, com proporções graves ou até risco de morte. “A subnotificação é uma realidade. O total de casos que não chega ao atendimento médico nem ao conhecimento das autoridades é significativo”, alertou o médico.

Para Gama, “a violência é uma doença que não vê distinção de classe social, etnia, religião ou grau de escolaridade dos pais e vai se perpetuando nas famílias. Precisamos interromper esse ciclo, salvar as vidas dessas crianças e impedir que cresçam com sequelas”.

*Com informações da CNN Brasil

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