Rio de Janeiro flexibiliza algumas medidas de restrição e libera bares e restaurantes

Nas novas medidas está previsto o funcionamento presencial de bares e restaurantes, até as 21h; Confira o que muda e o que será mantido

Por: Sophia Bernardes | 09 abril - 10:10

Nessa sexta-feira (9), a prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a flexibilização parcial das medidas restritivas do estado. O relaxamento suspensão e alteração em serviços de bares, restaurantes e outras atividades foi tema da divulgação do novo boletim epidemiológico sobre a Covid-19 no município do Rio apresentado pela prefeitura nesta manhã.

Nas novas medidas está previsto o funcionamento presencial de bares e restaurantes, até as 21h. Já as praias seguem proibidas, não podendo haver ambulantes (fixo ou itinerante), aula e prática de esportes coletivos, permanecer na areia e estacionamento na orla (com exceção de moradores, idosos, pessoas com deficiência e hóspedes de hotéis), essas restrições também valem para parques e cachoeiras.

Rio de Janeiro com novas medidas

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

De acordo com o município, as medidas de restrição severas tiveram impacto no número de atendimentos na rede básica, com indicativo de queda, apesar disso o índice de óbitos segue aumentando na rede pública.

O prefeito Eduardo Paes destacou que ‘não é momento de relaxar”. Confira o que muda e o que será mantido.

Voltam a funcionar

Até as 21h:

  • Bares;
  • Lanchonetes;
  • Restaurantes;
  • Quiosques da orla;
  • Clubes sociais e esportivos (as áreas de lazer a partir das 11h);

Foi estipulada uma hora de tolerância para o efetivo encerramento dos serviços nestes locais.

Do meio-dia às 21h:

  • Museus;
  • Galerias;
  • Bibliotecas;
  • Cinemas;
  • Teatros casas de festa;
  • Salas de apresentação;
  • Salas de concerto;
  • Salões de jogos;
  • Circos;
  • Recreação infantil;
  • Parques de diversões, temáticos e aquáticos;
  • Pontos turísticos;
  • Exposição de arte;
  • Aquários;
  • Jardim Zoológico;
  • Demais atividades de prestação de serviço;

Das 10h às 18h:

  • Comércio;

Das 8h às 17h:

  • Órgãos não essenciais da administração pública;

Seguem suspensos

  • Boates;
  • Casas de espetáculo;
  • Ambulantes nas praias;
  • Feiras especiais, feiras de ambulantes, feiras de antiquários;
  • Rodas de Samba;
  • Festas em áreas públicas e particulares;
  • A permanência nas vias, áreas e praças públicas das 23h às 5h;
  • Praias, parques e cachoeiras;

Tendência de queda

Marcio Garcia, subsecretário de Vigilância em Saúde apresentou um novo balanço da prefeitura sobre a evolução da Covid-19 no Rio de Janeiro. Afirmou que nessa semana foi confirmado a tendência de queda de atendimentos na rede básica, mas o número de óbitos continua a subir na rede pública da cidade.

Nessa quinta (8), o índice de ocupação de leitos em todo o estado do Rio, era de 90,8%. Nos hospitais públicos da capital era de 95%. A fila de espera por um leito de UTI teve a primeira queda depois de três dias de alta – passou de 674 para 643 pacientes, um número ainda alto.

O prefeito Eduardo Paes destacou que houve aplicação de medidas restritivas mesmo num período em que a cidade apresentava queda na média móvel de óbitos e na de internações.

“Há cinco semanas estabelecemos o toque de recolher e restrições de atividades. A população não entendia o motivo, pois a realidade da cidade era diferente do restante do país onde as ocorrências estavam em alta. Preferimos trabalhar com antecipação. Na hora que você tem as pessoas chegando nas unidades básicas de saúde, nas clínicas da família, nas unidades de pronto-atendimento, nas UPAs com sintomas da gripe, o que a gente estava observando é que, provavelmente, mesmo sem confirmação de que aqueles casos eram de Covid, que virariam Covid”, disse Paes.

Apesar disso, o prefeito alertou que esse não é o momento de relaxar.

“As medidas mais duras funcionaram. A gente sabe do sofrimento dos comerciantes e da população. A queda na procura da rede mostra que isso vai começar a se refletir nas internações. O dado da morte é um índice que está atrasado já que as mortes se dão a partir de 20 dias”, reiterou Paes.

Vacinação na capital

Daniel Soranz, Secretário Municipal da Saúde pontuou que que está avaliando se haverá doses suficientes para manter o calendário de vacinação na próxima semana.

“Temos estoques até sábado. Aguardamos a chegada de mais vacinas para a primeira dose para confirmar”, afirmou Soranz.

Paes ressaltou que há doses de reserva para atender quem já recebeu a primeira dose e vai tomar agora a segunda dose. Além disso, disse que independente de decisão judicial que suspendeu decreto do governador em exercício Cláudio Castro, que priorizou forças policiais para a imunização, manterá o calendário da prefeitura que prevê imunizar uma série de categorias inclusive pessoas com comorbidades com 45 anos ou mais até o fim de maio num calendário conjunto com Niterói, Marica e Itaguaí.

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