Polícia Federal combate fraudes em licitações e corrupção no Vale do Paraíba (SP)

Cumprimento de mandados ocorre em Potim, São Paulo, Aparecida, Guaratinguetá e Taubaté contra grupo de empresários

Por: Marina Correa de Genaro | 15 abril - 15:45

Nesta quinta-feira (15), a Polícia Federal deflagrou a Operação QUID PRO QUO contra a corrupção, associação criminosa, fraude em licitações e lavagem de dinheiro no Vale do Paraíba, interior de São Paulo.

As ações ocorrem em Potim, São Paulo, Aparecida, Guaratinguetá e Taubaté.

Foto: Agência Brasil/Divulgação

São cumpridos 12 mandados de busca, nove medidas cautelares de suspensão de exercício de função pública, duas medidas cautelares de suspensão de atividades econômicas e uma medida cautelar de recolhimento domiciliar, além do bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens dos investigados.

A investigação é continuação da Operação Phármaco, deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2020, para apurar fraude em licitações, desvio de verba da saúde e superfaturamento no preço de medicamentos fornecidos à Prefeitura de Piquete.

Toda análise dos materiais apreendidos revelou a associação criminosa de um grupo de empresários para fraudar licitações e dispensas de licitações em diversas prefeituras do Vale do Paraíba e regiões.

De acordo com a polícia, mesmo com a pandemia da Covid-19, houve fraudes na compra de sacolas plásticas para embalar cadáveres de vítimas do coronavírus.

O grupo manipulava orçamentos estimativos e a montagem de editais. Eles entregavam produtos superfaturados em quantidade inferior.

Em troca das cotações, a empresa que cedia o logo cobrava um percentual sobre o valor a ser recebido pela empresa fornecedora do ente municipal, a “terceirização” do fornecimento de parte dos lotes vencidos nos certames e, até mesmo, o “empréstimo” da firma para participar em licitações.

Os servidores públicos municipais recebiam vantagens econômicas, como cestas básicas, remédios, pagamento de festas de final de ano, empréstimo de imóvel na praia, pagamento de cartões de crédito, consertos de carro e pagamento da mensalidade escolar dos filhos.

Parte do dinheiro recebido de forma ilícita era ocultado em contas bancárias e bens móveis (carros de luxo e embarcações náuticas) registrados em nome de “laranjas”, com o auxílio de funcionários de uma agência bancária.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa ou passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. As penas máximas podem chegar a 29 anos de prisão.

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