Polícia do RJ investiga empresa por fraude em oferta de vacina contra a Covid-19

Representantes da empresa são investigados por venderam lotes do imunizante da AstraZeneca a municípios do Rio de Janeiro e de Rondônia

Por: Sophia Bernardes | 22 abril - 14:34

Nesta quinta-feira (22), a Polícia Civil cumpre oito mandados de busca e apreensão contra suspeitos de fraudes em oferta de vacinas contra a Covid-19. São investigados a empresa e seus representantes por venderem lotes do imunizante de Oxford/AstraZeneca a prefeituras sem garantir a entrega do produto.

De acordo com a Polícia Civil, a empresa oferecia cada dose por US$ 7,90 (R$ 44,00) para os municípios. No entanto, como as doses da AstraZeneca estão destinadas ao consórcios internacionais e a governos de países, não há doses remanescentes para serem comercializadas com empresas privadas ou mesmo com estados e municípios.

Foto: Agência Brasil

Entre os municípios que receberam oferta da empresa de Recife, estão Duque de Caxias e Barra do Piraí, no Rio de Janeiro e Rondônia. A capital rondoniense, por exemplo, já teria feito o pagamento, mas ainda não recebeu as doses.

A operação está sendo realizada em parceria com a Polícia Civil de Pernambuco e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Como funcionava o esquema

A empresa apresentava um contrato onde informava que as cidades deveriam realizar o pagamento antecipado por meio de “Swift” (remessa internacional) ou carta de crédito no momento da suposta postagem das doses em Londres, no Reino Unido. Os agentes identificaram que a empresa, além de ser recém-criada, utiliza como endereço um escritório de co-worker e ocultava os dados de registro de seu site.

Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa e estelionato contra a administração pública.

O delegado Thales Nogueira, da delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DCC-LD), informou que a investigação começou por meio do compartilhamento de informações entre setores da inteligência da unidade policial, da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e da PRF.

“Com autorização judicial da 1ª Vara Especializada da Comarca da Capital, a Polícia do Rio realizou a gravação de uma reunião em que os sócios da empresa oferecem as doses para a prefeitura de Barra do Piraí e utilizam como exemplo o município de Porto Velho, em que já houve o pagamento e atraso na entrega das doses prometidas” afirmou o delegado.

*Com informações da Agência Brasil

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