Papa Francisco pede para FMI reduzir as dívidas dos países pobres

Em uma carta, o pontífice também pediu que essas nações tenham mais voz nas decisões globais

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 08 abril - 13:22

Em uma carta enviada aos participantes da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao banco mundial no dia 4 de abril, o Papa Francisco pediu aos chefes  financeiros mundiais que os países pobres atingidos pelo impacto econômico da pandemia tenham suas dívidas reduzidas, o pontífice pediu também que essas nações tenham mais voz nas decisões globais. 

Pandemia dispara nível de pobreza na América Latina

“A noção de recuperação não pode se contentar com o retorno a um modelo desigual e insustentável da vida social e econômica, onde uma minúscula minoria da população mundial detém metade da riqueza.” disse o Papa.  

Papa Francisco

Foto: Luis Angel Espinosa

O líder católico pediu que seja estruturado um novo “plano global que necessariamente significa dar às nações mais pobres e menos desenvolvidas uma participação efetiva na tomada de decisões e facilitar o acesso ao mercado internacional.” 

Na sexta-feira (2) os chefes financeiros do G-20 prorrogaram a suspensão de débitos de economias menos desenvolvidas, mas não cancelaram as dívidas em si ou expandiram o alívio das dívidas, conforme o que foi solicitado por organizações sem fins lucrativos.

O Papa ressaltou que os mercados financeiros precisam ser sustentados por leis e regulamentos que garantam que trabalhem para o bem comum, e pediu solidariedade de vacina justamente financiada. “Não podemos permitir que a lei do mercado tenha precedência sobre a lei do amor e saúde a todos.” escreveu. 

Mensagem de Páscoa

Antes da carta, o Papa já havia ressaltado a importância de doar imunizantes aos países pouco abastecidos, na benção de Páscoa, Francisco pediu que as vacinas contra a Covid-19 sejam compartilhadas com os países pobres.

“No espírito de um ‘internacionalismo das vacinas’, convoco toda a comunidade internacional ao compromisso de superar as desigualdades na distribuição [das doses] e a de promover a partilha [delas], especialmente às nações mais pobres“, afirmou o pontífice, na basílica de São Pedro, no Vaticano.

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