Juiz rejeita denúncia do MPF contra o ex-governador que foi acusado de receber propina de Joesley Batista

O ex-governador ocupava, na acusação, o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Dilma Rousseff (PT).

Por: Larissa Placca | 23 abril - 22:24

A Justiça Federal de Minas Gerais rejeitou nesta terça-feira (20), denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-governador do Estado, Fernando Pimentel (PT).

Pimentel é acusado de receber propinas para favorecer o grupo empresarial de Joesley Batista em negociações. O juiz Jorge Gustavo Serra de Macêdo, da 11º Vara Criminal de Minas Gerais, aponta que as provas são insuficientes para colocar o petista no banco dos réus.

Ex-governador do Estado de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), em pronunciamento

Ex-governador do Estado de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), em pronunciamento; Foto: Partido dos Trabalhadores/Divulgação

A Procuradoria acusou Pimentel de pedir propinas a Joesley Batista em 2013, quando ocupava o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Dilma Rousseff (PT).

A investigação afirma que o petista pediu o pagamento de R$ 300 mil mensais para favorecer o empresário, sugerindo que o valor fosse pago por meio de contratos simulados com um escritório de advocacia.

Ao avaliar a peça do MPF, o juiz Jorge Macêdo apontou que não havia prova de materialidades contra o ex-governador.

“Não houve a demonstração necessária para este momento processual de que o agente público se valeu da sua condição para solicitar e receber vantagem indevida. Não há elementos que demonstrem o vínculo dos valores recebidos pelo escritório de advocacia com a função pública desempenhada por Fernando Pimentel”, disse.

Ministério Público Federal pode entrar com recurso contra a decisão do juiz.

No ano passado, a 12ª Vara da Justiça Federal em Brasília arquivou investigação em que Pimentel, acusado de corrupção passiva no período em que foi ministro do governo Dilma.

A Justiça Eleitoral em Minas Gerais também arquivou, por falta de provas, outra investigação em que o petista era suspeito de caixa 2 na campanha eleitoral de 2010, na disputa por vaga ao Senado, Pimentel não se elegeu.

LEIA MAIS NOTÍCIAS

Governo reduz verba de obras do programa “Casa Verde e Amarela”, paralisando construção de 200 mil casas

STF dá 30 dias para Anvisa decidir sobre pedido de importação da vacina Sputnik V por três estados

Confira os últimos acontecimentos no Estado de São Paulo:


Deixe seu comentário

BOMBOU!

Recomendadas para você