Início do processo de cassação de Dr. Jairinho será decidido hoje na Câmara dos Vereadores

Ex-vereador está preso desde o começo de abril sob acusação de envolvimento na morte de Henry Borel

Por: Leonardo Fernandes | 26 abril - 08:39

A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro irá decidir nesta segunda-feira (26) sobre o início do processo contra o vereador Dr. Jairinho, atualmente preso sob acusação de envolvimento no assassinato do menino Henry, de 4 anos, no começo de março. Os membros do Conselho de Ética se reunirão acerca da elaboração da representação contra o médico, que dará continuidade à cassação.

De acordo com matéria do UOL, é possível que a decisão prossiga com a perda do mandato de Jairinho, e que os votos sejam unânimes. Caso aprovada, a representação será avaliada pela Comissão de Justiça, em que será conferida a adequação dos documentos às leis para prosseguimento do processo.

Vereador do Rio de Janeiro, Dr. Jairinho

Foto: Divulgação/Agência Brasil

Na última quarta-feira (21), os membros do conselho fizeram uma reunião especialmente para tratar do caso da morte de Henry, e tiveram acesso aos autos da investigação. Segundo o presidente do Conselho de Ética, Alexandre Isquierdo (DEM-RJ), Jairinho não sairá livre da cassação.

O vereador está preso desde o dia 8 de abril, quando foi levado pela Polícia Civil junto da namorada Monique Medeiros, mãe de Henry. Conforme foi preso, Dr. Jairinho teve o salário suspenso por parte da Câmara, e foi removido da Comissão de Justiça. O político também foi expulso do partido Solidariedade.

Leia mais: Jairinho seguirá em isolamento após passar por atendimento psiquiátrico

Em nova carta, Monique Medeiros afirma que Dr. Jairinho a drogou na noite da morte de Henry

A mãe de Henry Borel escreveu uma carta de 29 páginas apresentando uma nova versão a respeito da noite do crime. Monique Medeiros, neste novo documento, afirma que foi drogada por Dr. Jairinho na noite da morte do filho, e que encontrou a criança morta só depois do vereador chamá-la no quarto do casal.

Jairinho teria drogado Monique antes de matar a criança, segundo a ex-professora. O médico teria lhe dado dois medicamentos que estava acostumada a tomar, e Medeiros apagou logo em seguida.

Em seu primeiro depoimento, Monique disse que havia visto o filho no chão primeiro, e então chamou Jairinho; que foi quem teria tomado os tais remédios para dormir. Na versão atual, foi o vereador quem a chamou para o quarto de Henry Borel.

Medeiros também contou que enfrentou diversos episódios de ciúmes por parte do namorado, e que passou por uma relação abusiva com Jairinho. Segundo a mãe de Henry, o médico chegou a invadir sua casa em Bangu. Além disso, foi perseguida por ele com localizador no celular, e disse que recebia ligações ao menos 20 vezes por dia durante o relacionamento.

Nas palavras de Monique, seu primeiro depoimento foi uma mentira. De acordo com ela, a influência de Jairinho na política e no Rio de Janeiro foi um obstáculo na sua vontade de dizer a verdade.

A defesa da ex-professora quer que ela seja ouvida novamente no inquérito, que aguarda a perícia completa dos celulares de Jairinho. Atualmente, a mãe de Henry está no Hospital Penitenciário de Bangu, sob tratamento contra covid-19.

*Com informações da Folha de S. Paulo

Leia mais notícias:

Caso Henry: software que recuperou mensagens foi fundamental para a prisão do casal, diz delegado

Caso Henry: Monique Medeiros, mãe de Henry, pode ser julgada por omissão, apontam criminalistas

Confira os últimos acontecimentos no Estado de São Paulo:

Deixe seu comentário

BOMBOU!

Recomendadas para você