Greve de ônibus é cancelada em São Paulo; data de imunização de funcionários será anunciada na quinta

A gestão paulista pretende organizar um cronograma de vacinação específico para os trabalhadores

Por: Leonardo Fernandes | 20 abril - 07:47

A greve dos funcionários de ônibus de São Paulo que estava marcada para acontecer nesta terça-feira (20) foi suspensa depois do Sindmotoristas negociar a vacinação com o governo João Doria (PSDB). Representantes da gestão atual se reuniram com membros do sindicato dos trabalhadores de ônibus, que conseguiram ser atendidos no que dizia respeito à imunização da categoria diante do cenário da pandemia.

De acordo com o sindicato, a reunião com o governo durou aproximadamente três horas, e foi decidido que a data da vacinação será anunciada na próxima quinta-feira (22). Em nota enviada à Folha de S. Paulo, o governo Doria afirmou que “um grupo de trabalho será formado entre as partes para que seja possível a elaboração do cronograma de imunização”.

Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

O Sindmotoristas havia organizado a greve junto com os funcionários de metrôs e CPTM para pressionar a gestão pela vacinação contra covid. Além disso, a greve havia se estendido para regiões do ABC Paulista e Guarulhos. Contudo, os trabalhadores dos metroviários também cancelaram a paralisação após serem inclusos no grupo prioritário da vacina no último sábado (17).

A vacinação da CPTM engloba pessoas que trabalham diretamente com o público nos transportes coletivos: operadores de trens, seguranças, técnicos de manutenção e trabalhadores da limpeza acima dos 47 estão inclusos.

Diminuição da frota do transporte público após anúncio da greve

Também na segunda-feira, a Justiça do Trabalho deu decisão liminar à Prefeitura da capital para que o transporte municipal funcione com pelo menos 85% da frota em horários de pico, e 70% nos demais horários a partir desta terça. Caso a decisão seja descumprida, o sindicato deverá pagar uma multa de R$200 mil.

Segundo levantamento do Sindmotoristas, até o dia 15 de abril, 2.084 funcionários de coletivos foram contaminados e 167 faleceram pela covid-19. Já o Metrô registra 22 mortes entre os trabalhadores da categoria, e 1.500 contaminados, aproximadamente. Entre os que integram a CPTM, o sindicado estima que já são 50 mortes.

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