Doações despencam em 2021 e fome cresce nas comunidades

Piora da pandemia zera estoques de comida das associações

Por: Marina Correa de Genaro | 25 março - 16:15

Desde o início da pandemia do coronavírus, os efeitos socioeconômicos prolongados têm zerado os estoques de doações de comida às associações comunitárias e ONGs. A fome e a miséria cresceram nas comunidades.

Segundo relatos dos líderes, a situação começou a se agravar a partir de 2021, quando a pandemia chegou ao seu pior momento, levando ao retorno de medidas radicais de isolamento social e fechamento de comércio.

doação de alimento

Foto: DIVULGAÇÃO/ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO JARDIM VIRGINIA ITAJUÍBE

Com o prolongamento da crise sanitária, presidentes de instituições de caridade viram as doações caírem em 95% comparando com março de 2020.

“Nós distribuíamos cerca de 10.000 marmitas por dia. Passou de 500 a 600 por dia por falta de doação. A gente chegava a distribuir 5.000 cestas básicas por mês, hoje são cerca de 100 a 200 por mês”, relata Gilson Rodrigues, presidente da associação G10 Favelas, que reúne mais de 181 comunidades no Brasil.

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