Deputado Rodrigo Agostinho defende aprovação de compromisso ambiental internacional na Câmara

Desde 2018, o texto tramita na Câmara. A Emenda não foi pautada pelo então presidente da Casa, Rodrigo Maia nem pelo atual, Arthur Lira.

Por: Larissa Placca | 20 abril - 21:26

Um manifesto de ambientalistas pede que a Câmara dos Deputados vote com urgência a Emenda de Kigali, que se refere a um compromisso na redução de gases de efeito estufa.

O documento de Kigali será entregue nesta quinta-feira (22) ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Também, no mesmo dia será o encontro da cúpula para discutir mudanças climáticas junto líderes, incluindo Bolsonaro, organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

*Imagem ilustrativa: Desmatamento;

*Imagem ilustrativa: Desmatamento; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Mais de 100 países já se comprometeram a substituir os gases hidrofluorocarbonetos, utilizados nos aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e freezers. Essa substância pode aumentar o aquecimento global, causando 2 mil vezes mais impacto do que o gás carbônico.

A Emenda Kigali foi idealizada em 2016, na cidade de Kigali, capital da Ruanda (na África), mas precisa ser aprovada pelo Congresso brasileiro.

Desde 2018, o texto tramita na Câmara e já passou por todas as comissões. A Emenda não foi pautada pelo então presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) nem pelo atual, Arthur Lira.

O deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso, defende que a aprovação terá efeito positivo no exterior.

“Nós estamos fazendo um esforço muito grande para convencer os líderes de partidos para que possam pautar essa matéria o quanto antes. Seria muito importante para a imagem do país, notadamente nessa época que se discute tanto a questão ambiental, que o Brasil faça sua lição de casa, combata o desmatamento, e coloque a atualização tecnológica do setor industrial com a Emenda Kigali em votação”, disse Agostinho.

Entre os parlamentares ambientalistas, há um entendimento de que, se a medida for levada ao plenário, pode ser vista como um aceno diplomático positivo ao presidente americano.

O Brasil é o sexto maior emissor de gases de efeito estufa do planeta, segundo dados do Observatório do Clima.

No documento, as entidades também analisam que “caso o Brasil ratifique a Emenda de Kigali […] seria elegível a receber US$ 100 milhões a fundo perdido para projetos de assistência técnica e financeira no período”.

Reforçando ainda que “essa modernização permitiria que a indústria brasileira ficasse alinhada às inovações já presentes em mercados como o norte-americano, europeu, chinês e indiano”.

O manifesto foi assinado por 29 entidades. Se aprovado na Câmara, o texto vai para aprovação do Senado e, depois, sanção de Bolsonaro.

O presidente da Câmara não definiu se pretende pautar ou não o projeto.

*Com informações de G1

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