Defesa de Dr. Jairinho e Monique Medeiros pede Habeas Corpus do casal, alegando ‘ilegalidade’ na prisão

A defesa ainda diz que, não teve acesso aos documentos do caso e que "tal situação, por evidente, viola o direito dos Pacientes [Jairinho e Monique]"

Por: Larissa Placca | 10 abril - 16:08

A defesa do vereador do Rio de Janeiro, Dr. Jairinho, e da namorada Monique Medeiros entrou nesta sexta-feira (9) com um pedido de habeas corpus (liberdade) para que eles deixem a cadeia.

O casal foi preso nesta quinta-feira (8) após serem acusados de envolvimento na morte do menino Henry Borel, filho de Monique.

Vereador do Rio de Janeiro, Dr. Jairinho

Vereador do Rio de Janeiro, Dr. Jairinho; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Segundo os advogados, Jairinho e Monique “se encontram submetidos a manifesto constrangimento ilegal” e defendem que não há necessidade de prendê-los.

A defesa ainda diz que, não teve acesso aos documentos do caso e que “tal situação, por evidente, viola o direito dos Pacientes [Jairinho e Monique] à ampla defesa, uma vez que encontram-se privados da sua liberdade”.

Os advogados informaram que pediram os documentos à Justiça e a resposta foi que eles estavam  com a Polícia Civil e que quando procuram a Polícia, os documentos já estavam “na famigerada ‘coletiva de imprensa’, aos holofotes da mídia, dedos em riste aos Pacientes, e, pois, violando o direito fundamental deles desconhecerem os motivos pelos quais se encontram encarcerados”, escreveram.

No pedido de habeas corpus, a defesa disse ter sido “surpreendida” ao pedir uma cópia do mandado de prisão na 2ª Vara Criminal do Tribunal do Júri. “Os serventuários (…) informaram que os autos da medida cautelar, que tramitam no meio físico, não se encontravam no cartório”, detalhou

Os advogados dizem que no cumprimento dos mandados de busca no dia 26 de março, “os agentes conduzem o material apreendido em mãos, sem o devido acondicionamento e lacre”.

E que as conversas encontradas pela Polícia Civil entre a babá de Henry Borel e a mãe Monique Medeiros “foram irregularmente obtidas pela Autoridade Policial”.

Entenda o caso do assassinato do menino Henry

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou nesta quinta-feira (8) a prisão do médico e vereador Dr. Jairinho, e de sua namorada, Monique Medeiros, pela morte do menino Henry Borel. O caso estava em investigação desde março, quando o garoto foi morto no dia 8. O casal foi preso na zona oeste do Rio.

De acordo com as autoridades, o pedido de prisão foi feito pelo fato do casal atrapalhar as investigações da morte de Henry. Nesta semana, a Polícia encontrou conversas nos celulares do vereador e da namorada, previamente apagadas e recuperadas com ajuda de software. As conversas indicavam elementos probatórios que poderiam provar o assassinato da criança.

As autoridades descobriram que Jairo Souza Santos Júnior agredia Henry com chutes e golpes na cabeça, e que Monique tinha conhecimento da violência contra o filho desde, pelo menos, fevereiro.

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