Bolsonaro afirma que, se crise social for agravada, ele irá ‘tomar a providência’ e chama isolamento social de “palhaçada”

"O caos só não chegou no ano passado por conta do auxílio emergencial", disse em entrevista da TV A Crítica de Manaus.

Por: Larissa Placca | 24 abril - 14:06

Em entrevista ao apresentador de TV Sikêra Jr., da TV A Crítica de Manaus, nesta sexta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ameaçou que, caso haja o agravamento da crise social causada pela covid-19, irá ‘tomar a providência’.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) visitou Manaus (AM) nesta sexta-feira (23), nos eventos oficiais divulgados pelo Planalto estão apenas uma reunião com líderes evangélicos e a cerimônia de inauguração do pavilhão de feiras e exposições do Centro de Convenções do Amazonas.

O presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento em coletiva de imprensa

O presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento em coletiva de imprensa; Foto: Agência Brasil/Divulgação

“Eu tô junto com os meus 23 ministros, da Damares ao Braga Netto, praticamente conversados sobre isso aí se o caos generalizado se implantar no Brasil pela fome, pela maneira covarde como alguns querem impor certas medidas restritivas para o povo ficar dentro de casa”, disse o presidente.

“Se chegar a uma situação mais crítica, a gente vai tomar a providência que vai ser tomada. O que nós queremos é cumprir a Constituição”, concluiu.

O presidente chamou de “palhaçada” as medidas de isolamento para conter o aumento do coronavírus, e afirmou que o cenário crítico causado pela fome já poderia ter ocorrido. “O caos só não chegou no ano passado por conta do auxílio emergencial”, disse.

Além disso, o presidente afirmou à TV A Crítica que “nossas Forças Armadas podem ir para rua um dia sim (…) para fazer cumprir o artigo 5º [da Constituição]: o direito de ir e vir, acabar com essa covardia de toque de recolher, direito ao trabalho, liberdade religiosa”.

No dia 12 de abril, o ministro Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello deu 15 dias, o Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) explicar as declarações que subentendem uso das Forças Armadas. Pronunciamento do presidente expira no próximo dia 27, terça-feira.

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