Bala perdida: Menino de 8 anos é baleado na cabeça em festa de escola no Rio de Janeiro

Garoto está em estado grave no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, em busca de uma vaga de Unidade de Terapia Intensiva

Por: Sophia Bernardes | 18 abril - 10:01

No fim da tarde desta sexta-feira (16), um menino de 8 anos foi baleado na cabeça vítima de uma bala perdida a comunidade Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Kaio Guilherme da Silva Baraúna estava em uma festa na escola de reforço escolar que frequenta. Ele está em estado grave no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, em busca de uma vaga de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Kaio Guilherme da Silva Baraúna foi baleado na cabeça na comunidade Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

A mãe do garoto, Thaís Silva, 29, que leciona escola, contou que o filho estava em uma fila de pintura corporal, quando caiu no chão.

“Eu tinha acabado de entregar um copo de refrigerante que ele havia pedido. Quando virei de costas, só escutei o grito dele caindo. Olhei e vi muito sangue”, lembra Thaís, bastante emocionada.

A professora conta que passou mal ao ver o filho ensanguentado, e que as pessoas acharam que o menino tivesse levado um tombo, mas se lembra de que na hora percebeu que havia sido algo mais sério. “Na mesma hora eu já achei que pudesse ser tiro. As pessoas falaram que alguma criança poderia ter empurrado ele, mas na hora que entreguei o refrigerante na mão dele, vi que todos estavam bem espaçados. Seria difícil ele ter sido empurrado, explicou.

Thaís narra que não havia operação policial na comunidade naquele momento e que imagina que o tiro possa ter vindo de outra comunidade. Um vizinho, que é socorrista, ajudou a levar o menino ao hospital. “No carro, teve momentos de ele falar ‘minha cabeça está doendo muito’. Depois, ele apagava e voltava, gritando”, lembra a mãe.

Dois dias esperando UTI

Kaio foi levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, no bairro vizinho de Realengo, onde recebeu os primeiros atendimentos. A mãe explica que como a unidade não tinha um neurocirurgião naquela hora, ele foi transferido para o Hospital Pedro II, onde passou por uma cirurgia.

Com o filho em estado grave, Thaís conta que o menino está internado na enfermaria e precisa de uma vaga de UTI. “Ele está em uma enfermaria, mas segundo os médicos, recebendo todo o suporte que receberia no CTI. Porém, aqui ele não tem um médico intensivista para ficar do lado dele. Então, fico na sala e quando vejo o aparelho apitar, alguma coisa, corro para chamar o enfermeiro”.

Vítimas de bala perdida

De acordo com levantamento do Instituto Fogo Cruzado, a Região Metropolitana do Rio teve quatro crianças vítimas de bala perdida neste ano, destes, dois morreram.

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