Ataques a jornalistas crescem 168% em 2020, segundo relatório

As ofensas tiveram aumento de 637% em relação a 2019

Por: Bianca Antunes | 31 março - 17:15

O ano de 2020 contou com um aumento de 168% em agressões físicas, ofensas e intimidações a jornalistas em relação a 2019. Foram 150 casos registrados, com 189 profissionais e veículos de comunicação.

As ofensas foram as mais frequentes, com aumento de 637% em comparação a com o ano anterior. Foram 59 casos contra 68 jornalistas. Os dados são do relatório “Violações à Liberdade de Expressão”, divulgado pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão).

Foto: Divulgação/Pixabay

A segunda forma de violência mais comum foram as agressões físicas, com 39 casos de 59 vítimas, representando alta de 67% em relação ao ano anterior. O levantamento também registrou um caso de sequestro, ocorrido com o jornalista Romano dos Anjos, apresentador da TV Imperial, em Boa Vista (RR).

Ainda foi registrado um assassinato no documento, que foi o de Léo Veras, morto por pistoleiros em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia na fronteira com Ponta Porã (MS). O jornalista já havia sofrido diversas ameaças por conta das denúncias que publicava em seu site de notícias policiais.

Ataques ideológicos

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores foram responsáveis por mais da metade dessas agressões. Bolsonaro também aparece no relatório como autor de intimidações e de uma ameaça contra um repórter do jornal O Globo – que o questionou sobre cheques de Fabrício Queiroz enviados à primeira-dama.

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