Acusado por abusos sexuais a alunas, Guru volta às atividades

Advogado de uma das ex-pacientes diz que o retorno de Tadashi Kadomoto "é lamentável" e que "poderá resultar em novas vítimas"

Por: Larissa Placca | 28 março - 14:56

O terapeuta transpessoal Tadashi Kadomoto anunciou, neste domingo (28), em suas redes sociais que voltará às atividades com meditações online diárias.

Depois de quase seis meses afastado por escândalo de estupro, o “guru da meditação na pandemia” voltará atuar sem relações com o Instituto Tadashi Kadomoto.

Tadashi Kadomoto em entrevista

Tadashi Kadomoto em entrevista; Foto: TV Globo/Reprodução

Em 2020 ele foi denunciado por abusos sexuais a ex-pacientes e ex-alunas, durante consultas e treinamentos.

Ele nega ter cometido os crimes e, desde então, se afastou do Instituto Tadashi Kadomoto mesmo que, legalmente, não esteja impedido de voltar a trabalhar.

Relembre os casos do Guru da Meditação na Pandemia

Em uma das denúncias, ele virou réu por estupro de vulnerável e lesão corporal grave.

Em outra investigação, a Promotoria suspeita abusos sexuais pelo terapeuta e também, a omissão do crime pelos integrantes da equipe dele, que não impediram os abusos, tendo conhecimento dos casos.

As denúncias estão em andamento no Ministério Público de São Paulo.

Luiz Flávio Borges D’Urso, advogado que representa uma das ex-pacientes, diz que o retorno das atividades do guru “é lamentável, pois diante do padrão de comportamento demonstrado pelo Sr. Tadashi, seu retorno às atividades poderá resultar em novas vítimas de sua investidas sexuais”, afirma.

O advogado de Kadomoto, Alexandre Wunderlich, afirmou que as atividades foram retomadas de forma online, para ajudar quem pedir apoio.

“Na ação judicial, a versão de TK sobre o fato foi apresentada (com provas) e a acusação não foi recebida pela juíza. Diante dos erros do MP, até a presente data não há um processo criminal formado. Sobre o procedimento de investigação, não tenho conhecimento de que tenha prosperado. Apenas para lembrar, o afastamento de TK foi voluntário, pois nunca houve qualquer impedimento legal ou judicial para que exercesse suas atividades”, disse Alexandre.

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