41% dos bloqueios de perfis no Twitter foram feitos por deputados federais, 21% vem do presidente

De todos os bloqueios gerados, 16% acreditam ter sido bloqueados por manifestar opinião contrária àquela da autoridade pública.

Por: Larissa Placca | 25 abril - 16:43

Desde o início da campanha, no último 12, foi constatado que, 41% dos bloqueios foram feitos por deputados federais, 21% vieram do presidente ou vice-presidente, 21% de ministros, 14% de senadores e 3% de governadores.

O levantamento foi feito pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) em parceria com o Congresso em Foco, monitorando perfis bloqueados por autoridades públicas no Twitter.

Aplicativo da Rede Social Twitter

Aplicativo da Rede Social Twitter; Foto: Divulgação/Twitter

Segundo a rede social, “Poderemos colocar limitações temporárias em algumas funções de uma conta ou até mesmo bloqueá-la caso ela pareça estar comprometida ou viole as Regras do Twitter ou os Termos de Serviço.”

Um usuário também pode pedir o bloqueio de outro usuário, que será avaliado pela rede social antes de efetivado.

A campanha batizada de Bolos AntiBlock é voltada para todos os públicos. As profissões mais citadas, no entanto, foram jornalistas (22%), profissionais do direito (12%), da área da educação (7%), publicidade (6%), administração (6%), ciência da computação (5%) e artes (4%).

Outro dado relevante é que, de todos os bloqueios gerados, 16% acreditam ter sido bloqueados por manifestar opinião contrária àquela da autoridade pública, 14% fizeram críticas à conduta ou à administração do bloqueador e 14% levantaram questionamento sobre a veracidade da informação divulgada.

A ação se inspirou nas receitas de bolo publicadas nas páginas de jornais censurados pela ditadura militar. Ao entrar no site e aceitar os termos de uso, a pessoa é convidada a se conectar a seu perfil no Twitter para que a ferramenta rastreie se ele foi bloqueado e por quem.

A ferramenta gera uma cryptoarte única para cada usuário bloqueado por alguém em exercício do mandato, a partir de uma lista de autoridades inserida no sistema.

Cerca de 600 nomes estão na ferramente, que incluem presidente, vice-presidente, secretários de governo, ministros de Estado e do STF, senadores, deputados federais e governadores.

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