Veja quais são as principais variantes do coronavírus e a preocupação dos especialistas sobre elas

Conheça as principais variantes de preocupação e de interesse no mundo

Por: Bianca Antunes | 18 abril - 14:49

Em todo o mundo, já foram detectadas em torno de mil variantes do coronavírus. Dessas, em média 100 circulam no Brasil. Assim, o Brasil é considerado um cenário hiper propício para as mutações do vírus e a formação de novas variantes. 

Isso acontece porque as variantes aparecem no processo de replicação viral. Ou seja, quanto maior a proliferação do vírus, maior as chances do surgimento de variantes. Com a situação atual do Brasil, em que as mutações não são acompanhadas, a vacinação segue em ritmo lento e o número de casos aumenta cada vez mais, o ambiente se tornou perfeito para novas linhagens.

Foto: Divulgação/Pixabay

Com tantas novas variações identificadas, o acompanhamento dessas novas mutações são divididas em duas categorias: variante de preocupação (Variant of Concern ou VOC, na sigla em inglês) e variantes de interesse (Variant of Interest, VOI).

Variantes de preocupação (VOC)

As variantes de preocupação, seguindo o seu nome, são as variantes que mais preocupam os especialistas por conta de sua potencial maior transmissibilidade do vírus. São três as principais mutações que chamam atenção, a Reino Unido (B.1.1.7), da África do Sul (B.1.351) e a do Brasil (P.1).

De acordo com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), essas variantes de preocupação já se espalharam pelo Brasil. De oito estados avaliados pela fundação, essas variantes já eram responsáveis pela maioria dos casos de covid-19 em seis. 

Os mais elevados índices de prevalência foram registrados no Ceará (71,1%) e no Paraná (70,4%). Na sequência, aparecem Santa Catarina (63,7%), Rio de Janeiro (62,7%), Rio Grande do Sul (62,5%) e Pernambuco (50,8%). 

Reino Unido (B.1.1.7)

As variante de origem do Reino Unido já foi detectada em 106 países. Em pesquisa publicada periódico científico “The Lancet Public Health”, é apontado que a variante é mais transmissível, mas não tem alteração no grau de gravidade da doença. 

África do Sul (B.1.351)

A variante já foi encontrada em 56 países, e assim como a do Reino Unido, também tem um maior potencial de transmissão. Não existem evidências de que a variante eleve o nível de gravidade da doença, mas os especialistas se preocupam com o seu potencial de driblar o sistema imunológico, e assim, dificultar a eficácia das vacinas contra ela. 

Brasil (P.1)

A variante brasileira, também conhecida como variante de Manaus, já foi encontrada em 19 países e causa muita preocupação nos especialistas pelo seu potencial de transmissibilidade. Segundo estudos preliminares, ela pode ter carga viral até dez vezes mais elevada, e por isso, é capaz de iludir o sistema imunológico de quem já possuía anticorpos contra a doença. Ainda assim, não há evidências de que a variante seja mais mortal.

Variantes de interesse (VOI)

As variantes de interesse são as que preocupam por sua capacidade de alta prevalência, mas que tem um menor potencial de contágio. Essas são: dos EUA/Califórnia (B.1.427/B.1.429), EUA/Nova York (B.1.526), Brasil/Rio (P.2) e Reino Unidos (B.1.525). 

Apenas EUA/Califórnia e Brasil/Rio preocupam os especialistas no sentido de maior transmissibilidade, sendo que a primeira já foi encontrada em 26 países e a segunda em 21. Outra preocupação, incluindo essas duas e todas as demais, é a possível capacidade de fugir da proteção das vacinas disponíveis no mundo até então.

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