União Europa confirma relação da vacina Johnson & Johnson com casos de coágulos, mas reafirma benefícios

A agência europeia de medicamentos informou que casos de trombose devem ser incluídos na lista de possíveis colaterais da vacina

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 20 abril - 14:55

Em comunicado nesta terça-feira (20) a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou que os casos de coágulos devem ser incluídos na lista de possíveis efeitos colaterais da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Johnson & Johnson. Entretanto, a agência destacou que os casos de trombose são muito raros e que a vacina apresenta mais benefícios do que riscos.

A resposta dos casos de coágulo do comitê de segurança europeia é similar a do imunizante da AstraZeneca desenvolvido pela universidade de Oxford. Também está em linha com decisão de autoridades sanitárias americanas, que recomendaram a suspensão temporária do imunizante Johnson. A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos ainda investiga a questão.  

Imagem Vacina Johnson&Johnson

Foto: Agência Brasil

A EMA afirmou que levou em consideração os relatos dos Estados Unidos na definição de hoje. Segundo a nota, foram identificados oito casos de trombose que receberam a dose única da vacina Johnson & Johnson, entre mais de sete milhões que receberam o imunizante em território norte-americano. Todas as pessoas pessoas que tiveram trombose estavam abaixo dos 60 anos, a maioria mulheres.

Em comunicado, a agência reforçou que a avaliação científica da EMA sustenta o uso seguro e eficaz das vacinas contra a covid-19. A utilização da vacina durante as campanhas de vacinação a nível nacional terá que levar em consideração a situação da pandemia e a disponibilidade da vacina em cada Estado-Membro”.  

Agência europeia confirma vínculo entre vacina Oxford/AstraZeneca com coágulos sanguíneos

Suspensão da AstraZeneca

A OMS (Organização Mundial da Saúde) admitiu que a formação de coágulos sanguíneos é um possível novo efeito adverso da vacina Oxford/AstraZeneca.

Segundo a entidade, a relação entre o tromboembolismo e o imunizante é “plausível” em uma parcela mínima de indivíduos. 

Desde então alguns países têm suspendido completamente o uso do imunizante ou aplicando somente em uma faixa etária em específico. O governo da Holanda, Espanha e Portugal suspenderam temporariamente o uso da vacina Oxford/AstraZeneca contra o novo coronavírus, em pessoas com menos de 60 anos.

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