UFPR desenvolve vacina mais barata e pretende começar os teste em humanos em 6 meses

A vacina que começou a ser fabricada no final de 2020, ainda está na fase pré-clínica, com testes em animais

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 26 abril - 16:46

O imunizante contra o coronavírus desenvolvido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) deverá entrar em fase de testes clínicos no segundo semestre deste ano, para começar a ser distribuído em 2022. 

A vacina que começou a ser fabricada no final de 2020, ainda está na fase pré-clínica, com testes em animais, mas, segundo a universidade, já apresenta “resultados semelhantes” à da vacina AstraZeneca/Oxford nesta etapa. Produzida com insumos brasileiros, ela tem um custo inferior às doses internacionais. 

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Foto: Reprodução/Pixabay

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Em coletiva nesta segunda-feira (26), o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, afirmou que a fase de teste em camundongos deverá durar até o mês de outubro “se tudo correr como o planejado”. “O plano é, em seis meses nós fazermos o requerimento da Anvisa para ingresso da fase clínica de testes em humanos”, afirmou. 

Para fazer a transição de fases, os estudos em animais precisam atingir três objetivos: verificar se há neutralização do vírus pelos anticorpos produzidos, se os animais desenvolvem ou não a doença e se a vacina causou algum dano colateral. 

A vacina usa a proteína ‘spike’ da covid, para gerar a imunização. Com insumos nacionais, o custo da vacina é inferior a R$ 5 por dose, enquanto o preço base no mercado internacional é de US$ 10 (R$54). “Esse valor por dose é baseado no preço de insumos que pagamos no laboratório, Extrapolamos para incluir os equipamentos e aí chegamos ao valor de R$ 5 a R$ 10. Comprar com outras vacinas é difícil, mas vemos que o preço da Coronavac e Moderna variam entre US$ 25 a US$ 40”, afirmou Marcelo Muller do Santos, pesquisador responsável pelo projeto. 

A universidade ainda não possui resultados de eficácia ou tempo de imunização, mas afirma que o imunizante apresenta resultados “semelhantes ou até superiores” aos da vacina da AstraZeneca em fase pré-clínica. 

Até agora, estão sendo usados duas doses nos teste com camundongos e também se considera a possibilidade de imunização por spray nasal.

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