UFMG desenvolve teste rápido que identifica variantes do coronavírus

Pesquisa vai permitir que o poder público crie medidas que evitem a disseminação de novas cepas

Por: Marina Correa de Genaro | 18 março - 13:49

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um teste rápido que identifica variantes do coronavírus em uma mesma amostra. Antes era possível apenas detectar a presença de mutações e agora a iniciativa é capaz de monitorar quatro cepas diferentes.

São elas a P1 (Manaus), P2 (Rio de Janeiro), a britânica e a sul-africana.

UFMG desenvolve teste rápido para identificar variantes

Foto: UFMG/Divulgação

O objetivo é saber quão difundidas estão as novas linhagens e acompanhar a evolução da pandemia no Brasil.

A tecnologia está pronta para ser utilizada, mas ainda faltam insumos para a realização dos testes em maior escala. O material vem do exterior e há uma alta demanda segundo o professor Renan Pedra, um dos coordenadores da pesquisa.

Ele custa o equivalente a 10% do método padrão de sequenciamento genético e fica pronto em apenas um dia. O sequenciamento convencional pode durar e a ideia é que mil amostras recolhidas nas 28 unidades regionais em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde, através da Fundação Ezequiel Dias.

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