SP: inconsistência das medidas de restrições impostas pelo governo não corta contágio da Covid, aponta estudo

Governo diz adotar regras seguras e que se espanta pelas críticas

Por: Maria de Toledo Leite | 19 abril - 19:20

Segundo estudo divulgado pela Rede de Pesquisa Solidária, a política de fechamento e abertura do comércio imposta pelo governo do estado de São Paulo, que conta com a flexibilidade das medidas e, logo após, o rigor delas, não está sendo eficaz para conter a disseminação do coronavírus. A pesquisa reúne mais de 100 pesquisadores de diversas instituições, inclusive da Universidade de São Paulo (USP).

Na nota divulgada pela rede neste final de semana, o governo do estado deveria modificar as políticas de distanciamento, para promover “maior coerência e coordenação.”

Foto: Govesp

Por outro lado, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado disse que o plano de medidas de isolamento adotado é “dinâmico” e expressa espanto diante as críticas, alegando que elas foram feitas sem motivos concretos. De acordo com o governo, todas as mudanças das políticas de restrição foram feitas levando em conta os indicadores e “de forma coerente e sensatas.”

Os pesquisadores defendem a adoção de medidas mais rígidas de distanciamento social no estado e afirmam que, caso contrário, há um grande risco do coronavírus continuar em alta na região. Eles ainda completaram, dizendo que as medidas devem ter uma duração “suficiente para gerar resultados de redução na proporção de testes positivos, números de novos casos, óbitos e taxa de ocupação de leitos ambulatoriais e de UTI COVID-19”, apontam.

De acordo com os especialistas, mesmo que a fase emergencial no estado tenha causado uma leve diminuição no número de internações, 29 dias não é duração o bastante para ter efeito na propagação da doença.

Na última terça-feira (16), o Governo de São Paulo anunciou que teria início uma “fase de transição”, após ter vigorado a fase vermelha. Nesta nova categoria, o setor de serviços, incluindo bares, restaurantes e academias, poderia retomar o atendimento ao público, porém com restrições. A fase começou neste domingo (18).

Segundo o estudo, o estado de São Paulo continua sendo o epicentro da pandemia no país. Para eles, a falta de um programa de testagem de casos ativos, rastreamento de contatos e apoio para o isolamento de pessoas infectadas e com suspeita da doença também tem impacto na propagação da Covid-19.

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