Sindicado de São Paulo pede intermediação do MP para suspensão das aulas na cidade

Servidores disseram que a prefeitura de SP não explicou os motivos para o retorno do presencial na próxima semana

Por: Leonardo Fernandes | 10 abril - 08:28

Membros do Sindesp-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública/São Paulo) querem que o Ministério Público interfira na decisão da prefeitura da capital de retomar as aulas presenciais na semana que vem. Os servidores esperam que o MP faça a intermediação de um acordo com a gestão paulista, para que a retomada não ocorra agora.

Na cidade, o retorno das aulas presenciais está previsto para a próxima segunda-feira (12). De acordo com o sindicato, a prefeitura não explicou os motivos da volta, e que isso pode fazer com que as escolas se transformem em espaços de proliferação massiva da covid-19.

Profissionais da educação começam a ser vacinados contra Covid-19 hoje em SP

Professores durante teste do inquérito sorológico, aglomerados em colégio

Professores durante teste do inquérito sorológico. Segundo Sindesp, a retomada das aulas presenciais poderia representar uma proliferação alta do coronavírus entre os educadores. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ainda, é dito que a administração municipal “não escuta” os professores e funcionários sobre o que pode acontecer com esta retomada. A transmissão do novo coronavírus ainda está alta, e isso pode trazer grandes riscos aos membros do setor educacional, segundo os servidores.

“É preciso que a Secretaria Municipal de Saúde responda sob quais aspectos e justificativas técnicas e indicadores tomou a decisão pela reabertura de escolas. Quais estudos garantiam que as escolas não seriam polos de transmissão, premissa que se evidenciou falsa pelos surtos constatados nas escolas”, diz o documento entregue pelo Sindesp. Além disso, a prefeitura ainda não concluiu o inquérito sorológico que poderá mostrar o percentual de contaminação da covid entre os profissionais. O inquérito começou a ser feito no dia 5.

Nesta sexta-feira (9), o governo divulgou que todo o estado de São Paulo irá para a fase vermelha do plano regional, e que a medida começa a partir de segunda. A abertura das escolas é autorizada, com capacidade reduzida a 35% e aulas presenciais sem obrigatoriedade. Cada prefeitura da região irá decidir suas regras específicas para este retorno.

A fase emergencial do plano SP termina no domingo (11), depois de ficar em vigência desde o dia 15 de março.

*Com informações do G1

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