Senadores criticam CFM por liberar uso de “tratamento precoce”; Conselho afirma que não aprova o método

Debate foi iniciado durante sessão da Comissão Temporária da Covid-19

Por: Murilo Amaral Feijó | 19 abril - 17:30

Nesta segunda-feira (19), durante uma reunião da Comissão Temporária da Covid-19, senadores criticaram o Conselho Federal de Medicina (CFM) por conceder autonomia aos médicos brasileiros para prescrever medicamentos sem eficácia comprovada contra o coronavírus, o chamado “kit covid” ou “tratamento precoce”.

Em 2020, o CFM aprovou um parecer que autorizou os profissionais da saúde, “dentro da sua autonomia profissional, o direito de utilizar a droga [cloroquina]”.

Dr. Donizette Filho, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.

Vice-presidente do CFM, Donizette Giamberardino Filho. Foto: Conselho Federal de Medicina (CFM)

Durante a sessão, a senadora Zenaide Maia (Pros-RN), que é médica, questionou o posicionamento da CFM, mesmo depois de “um ano de pandemia e vários estudos científicos terem comprovado a ineficácia dos medicamentos [ivermectina e cloroquina]”.

O vice-presidente do CFM, Donizette Giamberardino Filho, afirmou que o Conselho “não recomenda e não aprova tratamento precoce e não aprova também nenhum tratamento do tipo protocolos populacionais” contra o coronavírus.

Segundo Giamberardino, o Conselho fez uma autorização em situações individuais e com autonomia das duas partes, o médico e o paciente. Ao ser questionado pelos senadores sobre o posicionamento do Conselho, o vice-presidente afirmou que o parecer pode ser alterado, mas apenas com decisão plenária.

Também estavam presentes na reunião os representantes do Instituto Questão de Ciência, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e dos médicos intensivistas.

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