Sem reposição de cilindros, cidades de São Paulo têm estoque de oxigênio para até 4 dias

Para driblar situação Anvisa liberou o uso de oxigênio industrial

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 22 março - 16:18

Segundo um levantamento feito pelo Conselho de Secretários Municipais de Saúde no Estado de São Paulo (Cosems/SP), 54 cidades paulistas estão em situação crítica de abastecimento de oxigênio hospitalar para o atendimento de pacientes com covid-19. Em alguns casos, o estoque acaba em quatro dias.

Segundo o presidente do Cosems e secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, Geraldo Reple Sobrinho, o grande problema é o transporte do oxigênio gasoso: “Hospitais maiores usam oxigênio líquido, que é transportado em caminhões, não em cilindros. Há municípios que o estoque dura três ou quatro dias se não houver reposição rápida.”

Duas mulheres e um tubo de oxigênio em destaque

Foto: Reprodução/ Raphael Alves

Para ajudar a situação,a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o uso de cilindros industriais para o armazenamento do oxigênio. Segundo Sobrinho “esta não é a alternativa ideal, mas evitar a falta de oxigênio”.

Com a explosão de novos casos de coronavírus no estado, a fila por leitos hospitalares, tanto de enfermaria quanto de UTI vem crescendo, o que levou a uma demanda maior de oxigênio nas unidades de pronto atendimento. 

O estado

Rodrigo Garcia, vice-governador de São Paulo, afirmou nesta segunda-feira (22) que os fornecedores garantiram o abastecimento do produto para atender a rede estadual, municipal e a rede privada.

O governo anunciou hoje também, a instalação de uma usina de oxigênio em Ribeirão Preto, interior paulista, para evitar o desabastecimento das unidades de saúde. A usina deve ficar pronta em 10 dias.

LEIA MAIS

Pacientes são transferidos por falta de oxigênio em SP

78 municípios preveem crise de falta de oxigênio

Confira os últimos acontecimentos no Estado de São Paulo:

Deixe seu comentário

BOMBOU!

Recomendadas para você