São Paulo registra 2ª morte por falta de leito de UTI; paciente tinha 72 anos

O registro é feito uma semana após a primeira morte por falta de leito. São Paulo já tem 90% das UTIS lotadas

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 25 março - 15:31

No dia 18 de março, São Paulo registrou a primeira morte por falta de leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Nesta quinta-feira (25) foi registrada a segunda morte: uma idosa de 72 anos, faleceu ontem (24) na fila de espera. Ela aguardava em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), que segundo a prefeitura, consegue oferecer um tratamento adequado para quem precisa de UTI. 

Deusira, deu entrada na UPA no dia 15 deste mês. No dia seguinte ela precisaria ir para um leito de UTI e a transferência foi solicitada. No dia 19 de março, ela apresentou uma piora no quadro e precisou ser internada, ainda na UPA. 

Foto: Agência Brasil/Divulgação

A prefeitura alega que a paciente recebeu “cuidados intensivos e ventilação mecânica assistida, com equipamentos e equipe adequada à criticidade de sua condição”. Entretanto, a idosa não resistiu por ser portadora de doenças crônicas. 

As UPAS já estão autorizadas pela prefeitura a adquirir mais equipamentos e aumentar os recursos humanos com especificidade em UTI, decorrente da superlotação dos leitos de terapia intensiva. 

A Pandemia no Estado 

Desde o dia 17 de março São Paulo vem registrando mais de 3 mil internações por dia. Até agora são 20.636 mortes por covid-19 e 694.686 casos da doença. 

Nesta semana, o estado atingiu pela primeira vez, 90% de ocupação dos leitos de UTI disponíveis para o tratamento do coronavírus. Os leitos de enfermaria estão em 80%.

Em fase emergencial, São Paulo tem lotação em transportes públicos

Fase emergencial

No dia 15, o governador João Doria (PSDB), anunciou a fase emergencial do Plano São Paulo, a mais restritiva já adotada pelo governo. 

Entre as medidas estão inclusas, o toque de recolher das 20h às 5h e eventos esportivos e religiosos estão proibidos até segunda ordem.

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