São Paulo: Secretária aponta que as internações por Covid-19 caíram 25% após fase emergencial

Patrícia Ellen, da pasta de Desenvolvimento Econômico, diz que números são reflexo de medidas mais rígidas adotadas no estado entre março e abril

Por: Sophia Bernardes | 19 abril - 11:16

Após a fase emergencial adotada pelo estado de São Paulo, a taxa de internações  em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por Covid-19 em São Paulo caiu 25%, de acordo com os dados da semana epidemiológica encerrada no sábado (17) informados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen.

Em entrevista à CNN, “Como referência, as internações em UTI caíram ainda mais, o número completo das últimas duas semanas está dando 25% de queda. Nessa última semana, tivemos uma queda de 8,6%”, disse Patrícia.

Foto: Agência Brasil

A secretária destacou o recuo na taxa de ocupação de leitos de UTI em São Paulo, que chegou a 81,6%. “Esperamos que isso se mantenha e por isso a fase de transição [entre as fases vermelha e laranja] é tão importante”, completou.

Patrícia pontuou ainda, que o governo analisa esses dados, ao decidir sobre as mudanças de fase, o aumento no período que os pacientes têm ficado internados, em comparação com os casos registrados em 2020. “É levado em conta e, na segunda onda, com a nova cepa que é mais grave, acaba tendo mais tempo de internação porque muitos dos casos precisam de ventilação”, completou.

“De fevereiro para março (…) houve um crescimento muito grande de leitos para lidar tanto com o aumento do tempo médio de internações quanto com a característica delas. A redução que estamos tendo agora é geral, está liberando leitos, por isso foi considerada muito positiva pelo Centro de Contingência.”

A Secretária fez destaque ao número muito alto de internações diária – cerca de 2,4 mil hoje e 2 mil na primeira onda – o que leva a necessidade de uma fase de transição no estado.

Dito isso, a secretária aprova a nova etapa de transição, “Por isso temos a questão da ocupação [máxima de 25%], o toque de recolher, o tele trabalho para atividades não essenciais e o escalonamento da entrada e saída do comércio, serviços e indústria”.

“O pior que poderia acontecer agora seria termos um rebote ou, pior ainda, uma nova cepa”, afirma.

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