São Paulo: ‘Desativamos leitos de UTI para não ficarmos sem estoque’

Autoridades do hospital afirmam que a medida se tornou necessária para não faltar medicamentos aos pacientes que já estão intubados na unidade de saúde.

Por: Sophia Bernardes | 15 abril - 11:31

Em meio ao desabastecimento dos kit-intubação, os responsáveis pela Santa Casa de São Carlos (SP) decidiram desativar 6 dos 30 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com a Covid-19.

Autoridades do hospital afirmam que a medida se tornou necessária para não faltar medicamentos aos pacientes que já estão intubados na unidade de saúde.

Foto: Agência Brasil

Em entrevista à BBC News Brasil, o diretor-técnico do hospital e infectologista, Vitor Marim, afirmou “Fizemos isso porque temos enfrentado dificuldades para conseguirmos analgésicos, sedativos e bloqueadores neuromusculares, que são fundamentais para pacientes intubados”.

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Os seis leitos que estão vagos foram bloqueados no momento em que os pacientes que estavam neles receberam alta hospitalar.

Continuou, “Há uma pressão muito grande para admitirmos novos pacientes. O nosso desejo é voltar aos 30 leitos. Mas a gente não consegue fazer isso agora, pela incerteza se teremos medicamentos suficientes para assistir os internados”.

É preocupante tomar uma decisão como essa em meio ao colapso de leitos de UTI na qual somente em março morreram quase 500 pessoas a espera de um leito em São Paulo. No entanto, Vitor Marim afirma que foi a única alternativa no atual período.

Mesmo com a redução de 20% no atendimento na UTI destinada a casos de covid-19, Marim aponta que atualmente há medicamentos para pacientes intubados somente pelos próximos três ou quatro dias.

“O estoque de anestésico, principalmente, está muito crítico”, declara. Destaque que a situação é dinâmica e que “a busca por fornecedores é incessante e diária”, desse modo acredita que a unidade logo deve conseguir abastecer o estoque.

A realidade de São Carlos é apenas um exemplo em meio a outras unidades de saúde que também vivem o desabastecimento de medicamentos que compõem o chamado “kit intubação”, além de São Paulo outros estados estão no mesmo cenário.

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