São Paulo: De acordo com Secretário da Saúde o estado está fazendo o uso de medicamentos alternativos para intubação

Jean Gorinchteyn afirmou que a secretaria está há mais de 40 dias pedindo ajuda e solicitando o abastecimento de medicamentos do kit intubação

Por: Sophia Bernardes | 15 abril - 13:19

O estado de São Paulo enfrenta a escassez de medicamentos analgésicos e sedativos que integram o kit-intubação, diante deste cenário o estado tem utilizado medicamentos alternativos para garantir que os pacientes com Covid sejam submetidos ao procedimento de forma “humanizada”.

Na manhã desta quinta-feira (15),  Secretário Estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, deu uma entrevista à Globo News, confirmando esta informação.

Foto: Agência Brasil

Garantiu que, “Temos feito apoios com associação de medicina. Foram feitos protocolos para que cada um dos grupos de medicações pudessem ser substituídos por medicamentos que temos no nosso estoque, para assistir de forma qualificada e humana esses pacientes. Isso é algo imperioso na humanização e qualidade do atendimento desses pacientes”.

Jean afirmou que a secretaria está há mais de 40 dias pedindo ajuda e solicitando o abastecimento de medicamentos do kit intubação. Alegou que foram encaminhados nove ofícios ao Ministério, mas até o momento não obtiveram resposta formal aos pedidos feitos por São Paulo.

“Se o governo federal retém parte das medicações e, por outro lado, não fornece nossas necessidades, isso impacta as unidades estaduais, mas principalmente municípios, que acabam com estoques muito menores. Temos feito diariamente rearranjos de distribuições, para várias cidades todos os dias, evitando colapso”, disse Gorinchteyn.

O Secretário informou que a expectativa é que hoje cheguem 2,3 mil doses de cinco produtos elegíveis do “kit intubação”, ao ser questionado sobre a previsão de entrega dos insumos pelo Ministério da Saúde.

Esse número pode atender a demanda do estado, mas o quantitativo deverá ser distribuído entre os estados do país, que também sofrem da escassez.

“Fizemos contatos informais que reiteram que hoje chegaram 2,3 mil doses. Mas, para que nós possamos ter fôlego, precisamos receber esse quantitativo de forma plena, total. Mas não é o que vai acontecer, visto a criticidade do momento. Vamos receber um percentual, assim como outros estados”, contou.

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Extubação sem analgésico

A cardiologista, Ludhmila Hajjar, também deu entrevista à Globo News e alertou sobre os impactos do desabastecimento dos medicamentos do kit intubação.

Segundo Ludhmila, a extubação é procedimento que retira o tubo que ajuda o paciente a respirar, esse processo sem analgésicos é extremamente doloroso, que gera impactos de curto e longo prazo aos pacientes da Covid-19.

“Se eu tiver que tirar o tubo ou fazer o processo de extubação do paciente sem analgésico e sedativo, sem essas medicações que servem aliviar o conforto, será um momento doloroso, traumático, não só para o momento, mas isso também pode gerar consequências a longo prazo”, alertou a médica.

A cardiologista chegou a ser cotada para assumir a chefia do Ministério da Saúde, mas por discordar das determinações do combate à pandemia do governo federal, recusou o cargo.

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