Rússia acusa Anvisa de decisão ‘política’ sobre Sputnik V

Em reunião na noite desta segunda-feira, foi negado o pedido de nove estados para comprar a Sputnik V

Por: Sophia Bernardes | 27 abril - 10:55

Os responsáveis pela fabricação da vacina russa Sputnik V afirmaram que a decisão da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) de impedir a importação e o uso do imunizante no Brasil tem uma ‘natureza política’.

Em reunião extraordinária realizada na segunda-feira (26) a noite, foi negado o pedido de nove estados para comprar a Sputnik V, que foi desenvolvida pelo Instituto Gamaleya e é de propriedade do fundo soberano da Rússia (RDIF).


A solicitação para importação da vacina contra Covid-19 foi recusada de maneira unânime pelos cinco diretores da Anvisa, que argumentar ter problemas de ordem técnica e científica no imunizante.

A Agência Nacional observou a presença do adenovírus replicante na composição da vacina, o que no ponto de vista deles, pode acarretar riscos à saúde. A fórmula utiliza dois vetores adenovirais, um para cada dose, incluindo sequências genéticas da Coronavirus Sars-CoV-2, causador da Covid-19.

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De acordo com a Anvisa, normalmente, os adenovírus  utilizados em vacinas são inativados para evitar sua reprodução dentro do organismo humano, no entanto isso não foi verificado nos lotes analisados.

“Um dos pontos críticos foi a presença de adenovírus replicante na vacina. Isso significa que o vírus, que deve ser utilizado apenas para carregar o material genético do coronavírus para as células humanas e promover a resposta imune, ele mesmo se replica. Isso é uma não conformidade grave”, aponta o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes.

Ainda de acordo com Gustavo Mendes, um adenovírus replicante poderia ocasionar em viroses ou se acumular em tecidos específicos do corpo humano, como nos rins. Além disso, a diretoria da Anvisa alegou falta de documentos essenciais para a aprovação, até mesmo o documento de controle de qualidade, e problemas na fabricação por parte das empresas russas Generium e UfaVITA.

*Com informações do Portal UOL

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