Queiroga diz que Ministério da Saúde está estudando viabilidade do uso do coquetel contra covid-19

O uso do medicamento foi aprovado ontem (20) pela Anvisa para ser usado em hospitais

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 21 abril - 12:53

Nesta quarta-feira (21) o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o Ministério está estudando a viabilidade do uso do coquetel contra a covid-19 aprovado ontem (20) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O custo do medicamento pode ser o principal entrave.

Ontem, a agência aprovou o uso emergencial de dois medicamentos que, combinados, poderão ser usados para combater casos leves e moderados de pacientes contaminados com o vírus. O Regen-Cov é formado a partir da junção de remédios da farmacêutica Roche e terá uso restrito para hospitais. O ex-presidente norte-americano, Donald Trump, usou o coquetel após ser infectado com a covid. 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participa de programa na TV Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participa de programa na TV Brasil; Foto: Agência Brasil/Divulgação

‘Vou tomar por último, tem muita gente apavorada aguardando a vacina’, afirma Bolsonaro

Os Estados Unidos utilizam o fármaco desde o ano passado, e segundo a emissora de TV CBS a estimativa é que o ele custe entre US$ 1.550 e US$ 6.500 (R$ 8.350 e R$ 36.300). 

Queiroga afirmou que “O presidente da República determinou que todas as inovações que pudessem trazer benefícios para pacientes fossem analisadas, até mesmo para que o tratamento seja mais rápido. Por isso, vamos estudar.” 

De acordo com ele, o Ministério da Saúde vai analisar todas as medicações inovadoras que surgirem começando pelo coquetel aprovado pela Anvisa, que ainda não está disponível nos hospitais. “São novas perspectivas que precisam ser avaliadas dentro do que determina a legislação brasileira. Em relação a inovações, há uma comissão permanente no Ministério da Saúde chamada Conitec que faz essas análises, quanto à segurança dos fármacos, quanto à efetividade, custo, impacto no orçamento. Isso tudo precisa ser bem visto”, disse Queiroga.

O ministro comentou também sobre o spray de Israel, que foi defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como um remédio contra a covid, “é uma perspectiva, mas não é tão concreta como é o coquetel que já tem registro na Anvisa”.

Quando indagado sobre se o Bolsonaro recebeu ou não as doses de vacina, e se ele como titular da Saúde, tem autoridade para orientar o presidente sobre o assunto, Queiroga desconversou.

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