Queiroga anuncia secretaria de combate à covid-19 e planeja vacinar 1 milhão de pessoas por dia

Novo ministro da Saúde realizou primeira coletiva desde a sua posse, na última terça-feira (23)

Por: Murilo Amaral Feijó | 24 março - 17:48

Nesta quarta-feira (24), o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, realizou a sua primeira coletiva desde que tomou posse, na última terça-feira (23).

Durante pronunciamento, o ministro falou principalmente sobre a criação da secretaria específica no Ministério da Saúde, nova meta de vacinação e pediu voto de confiança da imprensa.

Marcelo Queiroga, novo ministro da Saúde em ida ao Palácio do Planalto

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O novo ministro da Saúde anunciou, durante a coletiva, a criação de uma nova secretaria específica que discutirá medidas contra o agravamento da doença no Brasil. Ele afirmou que recebeu “absoluta autonomia” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para a criação de sua equipe.

Queiroga também apontou que a meta atual é triplicar a taxa de vacinação, chegando a vacinar 1 milhão de pessoas por dia: “Atualmente, vacinamos 300 mil indivíduos todos os dias, e o ministro da Saúde e o governo assumem o compromisso de, em curto prazo, aumentar em pelo menos três vezes essa velocidade de vacinação”. “Essa é uma meta plausível”, concluiu.

O ministro aproveitou para destacar o trabalho da imprensa e pediu um “voto de confiança”: “Não posso ter resultado no segundo dia da minha gestão, tem que existir uma tolerância”. Ele ainda afirmou que procura “construir um futuro melhor” e “fortalecer o SUS (Sistema Único de Saúde)”.

Ao ser questionado sobre a utilização de medicamentos sem comprovação científica contra a covid-19, Queiroga afirmou que não há medicamento específico para o tratamento da doença, até o momento, mas que o médico tem a autonomia para prescrever o que achar adequado. “O que tiver evidência científica, nós incorporamos”, afirmou.

Ainda durante seu pronunciamento, Queiroga se posicionou conta a adoção de um lockdown, alegando que “ninguém quer lockdown” e que a população não aderiria à medida. Porém, afirmou que buscará com governadores e prefeitos as melhores soluções para evitar o agravamento da pandemia.

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