Prefeitura de SP usa índice próprio para divulgar alta no isolamento na capital

Dados divulgados pelo governo do Estado estavam mais de 30% abaixo dos números da Prefeitura

Por: Maria de Toledo Leite | 08 abril - 16:41

Números divulgados nesta quinta-feira (8) pela Prefeitura de São Paulo (SP) refletiram um resultado bastante positivo do feriado prolongado em relação ao distanciamento social. Pelos dados apresentados, a taxa de isolamento na capital paulista chegou a 81% durante a última semana. No entanto, segundo números do governo do Estado, essa taxa não passou de 50%.

As informações foram dadas pelo secretário municipal de governo, Rubens Rizek, e seguem um índice de gestão municipal que funciona com indicadores diferentes do que os usados pelo governo.

Dória e outros membros do governo ao lado direito da imagem; tela digital com informações sobre a pandemia no Brasil ao lado esquerdo

Foto: GovSP

Ainda segundo Rizek, os indicadores usados por eles são as catracas de ônibus, a quatidade de carros estacionados, um pacote de nostas fiscais e gastos da população e a lentidão no trânsito.

Por outro lado, os dados fornecidos pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo do Estado (Simi) registraram que o isolamento na capital foi de, no máximo, 50%, nos dias 28 de março e de 4 abril. Esses números são obtidos com a ajuda de uma tecnologia de rastreamento dos celulares das pessoas, para monitar o deslocamento da população pelo Estado.

Nos outros oito dias do feriado, os índices variaram entre 42% e 47%.

Segundo secretário, isolamento em SP chegou a 65% na semana do ‘feriadão prolongado’

Enquanto isso, o Estado de São Paulo segue registrando números altos de mortes e casos do coronavírus. Só nesta quinta foram 1.299 mortes, totalizando mais de 80 mil vidas perdidas para a doença desde o início da pandemia.

Em menos de 10 dias, o mês de abril já registrou 6.090 mortes pela Covid-19, número mais alto do que os óbitos registrados em sete dos meses de 2020.

O Estado também enfrenta uma situação delicada em relação à ocupação de leitos de UTI. Na Grande São Paulo, nesta última segunda-feira (5), o número de pacientes que perderam a vida à espera de um leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) alcançou a marca de 312.

Dados vindos do levantamento do G1 e da TV Globo afirmam que, desde o início de março, mais de 555 pessoas com o coronavírus ou suspeita da doença morreram enquanto aguardavam na fila por uma vaga na UTI em SP.

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