Pesquisadores brasileiros desenvolvem projeto de “spray nasal imunizante contra covid-19”

Projeto é uma parceria de pesquisadores da Unifesp, USP e InCor

Por: Murilo Amaral Feijó | 13 abril - 20:13

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um projeto de vacina contra a covid-19 em forma de spray nasal. A parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto do Coração (InCor) gerou um projeto totalmente nacional que visa a aplicação prática do imunizante.

De acordo com os idealizadores, o projeto prevê a criação de uma vacina de aplicação fácil, com uma produção de baixo custo e que resulte em uma resposta imunológica maior, ativando células B e T, além de anticorpos.

Mulher branca de cabelos ruivos utilizando spray nasal

Foto: Thorsten Frenzel/Pixabay

Segundo a imunologista Daniela Santoro, da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (EPM/Unifesp), “os anticorpos induzidos pelas vacinas convencionais têm o objetivo de impedir a entrada do vírus nas células. Mas se algum vírus escapar dessa frente de defesa e conseguir entrar na célula, ele irá começar a se replicar e a partir desse momento, o anticorpo não consegue fazer mais nada”.

Ainda de acordo com Santoro, que atua diretamente no desenvolvimento do projeto, quem defende o organismo, na etapa da replicação, é a célula T, que estimula a produção de anticorpos e é capaz de destruir as células invadidas pelo vírus.

Para o desenvolvimento da resposta imunológica, são utilizados fragmentos do vírus para ativar as células de defesa do corpo. “A vacina que estamos desenvolvendo terá a proteína spike, que induz a produção de anticorpos e outros pedaços do vírus, chamados epítopos, associados à indução de células T”, detalhou a imunologista.

Santoro afirmou que a escolha do imunizante em spray nasal foi do grupo de pesquisadores, desde o início do projeto. Ela destaca o formato como uma abordagem desafiadora, mas que é muito pouco conhecido. “Trata-se de uma oportunidade de gerar conhecimento para que, no futuro, o Brasil possa ter domínio ainda maior sobre cada etapa da produção de uma vacina”, conclui.

Atualmente, o grupo está concluindo a fase de ensaios pré-clínicos do projeto. Os testes preveem a eficácia do imunizante contra as novas variantes do coronavírus. A previsão indica que os testes em humanos devem começar até o início de 2022.

*Com informações da VEJA

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