Para quem sobrevive à Covid-19, infecção induz 80% de proteção

Pacientes que já contraíram o vírus podem ajudar a formar imunidade coletiva, mas cientistas são contra explorar sua condição como política de saúde

Por: Sophia Bernardes | 27 abril - 14:43

Três estudos  independentes realizados nos Estados Unidos, Reino Unido e Dinamarca apresentam que a proteção contra a Covid conferida pela infecção natural é de cerca de 80%. Esse número, similar à eficácia de algumas vacinas, é uma ótima notícia para a construção de imunidade em massa, mas os 20% de risco do outro lado da equação ainda preocupam especialistas.

A proteção apresentada pelos cientistas, é compensado por três preocupações. Primeiro, uma proteção não absoluta significa que os infectados – assim como os que já tomaram o imunizante – não podem sem máscara e desrespeitando regras de distanciamento. Segundo aspecto, com acompanhamento máximo de oito meses, os novos estudos não afirmam se a imunidade vai durar mais que isso. O terceiro ponto, novas variantes do vírus podem driblar essa imunidade.

Foto: Agência Brasil

Em meio aos estudos, especialistas ressurgem com a ideia de que entre jovens saudáveis, seria importante vacinar primeiro os que nunca se infectaram.

“Como claramente existe uma considerável proteção induzida por infecção prévia, de ordem similar à de algumas vacinas, num cenário de escassez de doses se pode argumentar que é mais importante vacinar logo aqueles que nunca se infectaram”, sugere Stuart Sealfon, pesquisador da escola médica do Hospital Mount Sinai, de Nova York.

Dessa maneira, seria possível andar mais rápido em direção à imunidade de rebanho e prover mais proteção coletiva contra a doença para cada dose de vacina que é aplicada.

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