Para fundador da Anvisa, decisão de recusar a importação da Sputnik V deve ser respeitada

Para Gonzalo Vecina Neto, a Agência fez certo em não aceitar a vacina caso não existam dados técnicos

Por: Leonardo Fernandes | 27 abril - 08:07

Por decisão unânime, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária negou nesta segunda-feira (26) o pedido para importar a vacina Sputnik V, desenvolvida na Rússia contra a covid-19. De acordo com um dos fundadores do órgão fiscalizador, o sanitarista Gonzalo Vecina Neto, a decisão de recusa deve ser respeitada, principalmente diante da falta de informações sobre o imunizante.

“Se o corpo técnico não tem dados, então fez o certo. Só será possível usar a vacina se os governantes tomarem para si a responsabilidade (de aplicação), pois não dá para colocar isso nas costas da Anvisa”, disse Vecina Neto, em entrevista para a coluna de Chico Alves no UOL. O profissional fez menção aos governadores do Consórcio Nordeste que pediram a autorização da Sputnik V.

Anvisa se reúne com Rússia e Índia para negociar vacinas

Foto: Reprodução/Pixabay

Gonzalo Neto também afirmou que, caso o ministro Ricardo Lewandovski determinar o uso do medicamento após a avaliação de 30 dias, o membro do STF terá de assumir a responsabilidade.

Segundo o fundador da Anvisa, o que falta na aceitação da Sputnik V são os dados brutos dos quais saíram as informações publicadas pelos fabricantes russos. “O que tinha além dos dados brutos? Os russos não querem mostrar, e não sei qual o motivo. Se tem uma eficácia de 90%, onde estão os dados?”, falou.

“Não tenho dúvida de que a Anvisa está seguindo o certo, a agência é muito qualificada e a diretoria está respeitando esses especialistas”, complementou Vecina Neto. Nenhuma das 32 melhores agências de vigilância sanitária do mundo, como frisa o sanitarista, aprovou a Sputnik V; e isto inclui a Anvisa.

Até o momento, a Anvisa registrou que faltavam 15,48% dos documentos necessários para aprovar o imunizante. Além disso, outros 63,75% da documentação ficaram com pendências de complementação.

*Com informações do Portal UOL

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