Ministro da Saúde pede ajuda ao embaixador chinês

Marcelo Queiroga terá primeiro encontro com representante diplomático do país, um dos maiores produtores de vacinas no mundo.

Por: Sophia Bernardes | 05 abril - 11:10

Diante do cenário da campanha de vacinação lenta, inferior à necessidade de aceleração do processo de imunização no Brasil, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta segunda-feira retoma a intermediação diplomática com o embaixador da China em Brasília, Yang Wanming.

A China é uma das maiores fabricantes mundiais de vacinas e insumos.

Ministro da Saúde Marcelo Queiroga

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Ministro da Saúde anterior, Eduardo Pazuello, há dois meses contatou um membro com o representante do governo chinês no Brasil.

A visita do Ministro ao embaixador marca uma mudança na inflexão do governo brasileiro em relação às iniciativas para obtenção de vacinas. Queiroga determinou como meta vacinar 1 milhão de brasileiros por dia, no entanto, sem estabelecer um prazo para que esta marca se torne uma rotina.

Entre especialistas, só será possível tornar em massa a imunização no país quando obtiver autonomia na produção de insumos para a fabricação das doses, o que é estimado apenas para setembro.

No domingo (4) o embaixador chinês publicou na sua conta do Twitter, “A China está disposta a contribuir cada vez mais com o Brasil em sua defesa da Saúde Pública”, ao destacar que 18,4 milhões de doses de vacinas aplicadas no Brasil até 29 de março e 14,7 milhões foram do imunizante chinês Coronavac.

A vacina, fabricada em larga escala pelo instituto Butantan, foi alvo de disputa política em episódios que tiveram impacto nas relações entre o Brasil e a China e ainda não foram completamente superados.

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