Ministério da Saúde volta atrás com relação a mudanças no sistema sobre mortes por Covid

Nesta terça, novos campos obrigatórios foram inseridos no sistema sem aviso das secretarias

Por: Maria de Toledo Leite | 24 março - 17:31

Representantes de entidades de secretários da saúde no Brasil afirmaram que o Ministério da Saúde acolheu o pedido das entidades e decidiu voltar atrás sobre mudanças nas fichas que registram os casos e mortes por Covid-19 no país.

A mudança feita na terça-feira (23) chegou a impactar o número de mortes causadas pela pandemia, provocando uma queda significativa dos óbitos. A alteração foi na ficha do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) e contou com a exigência do número do Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS), a informação sobre o paciente ser brasileiro ou não, se já foi vacinado contra a Covid-19
e o número de CPF, que passou a obrigatório.

Brasil atinge a marca de 300 mil mortes por covid-19

Fachada do Ministério da Saúde

Foto: Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Carlos Lula, presidente Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), se pronunciou depois da divulgação e disse que essa era uma decisão errada e que deveria ser revista “imediatamente”.

O presidente ainda afirmou que o Conass não foi notificada sobre a mudança e que nenhuma alteração poderia ser feita sem que houvesse um aviso prévio. Ele anunciou que o Conselho iria pedir a revisão da norma, o que acabou sendo acatado pelo Ministério da Saúde mais tarde.

Segudo Carlos Lula, é importante que haja um registro sobre mortes, mas que essa alteração deve ser informada aos órgãos de saúde antes que aconteça. O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), disse que as mudanças foram discutidas antes, mas ocorreu uma falha na comunicação. Portanto, o Conasems pediu que esses novos campos obrigatórios fossem retirados.

 O que é a ficha do Sivep-Gripe?

Essa ficha é preenchida individualmente, para cada paciente, de acordo com a evolução do quadro dos internados. Ou seja, conforme o paciente evolui, mais dados são adicionados, inclusive a data de alta ou óbito.

Ela vale para todos os hospitais e vigilâncias municipais do Brasil.

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