Médico afirma que, pressão para importação de Sputnik V tem que ser sobre o laboratório

Secretário de Serviços Integrados de Saúde do STF, Wanderson de Oliveira defendeu decisão da Anvisa em negar autorização para a vacina russa

Por: Sophia Bernardes | 28 abril - 10:45

Na manhã desta quarta-feira (28) em entrevista à CNN Brasil, epidemiologista e secretário de Serviços Integrados de Saúde do Supremo Tribunal Federal (STF), Wanderson de Oliveira, defendeu a decisão tomada pela Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa), na última segunda-feira, que impediu a importação do imunizante russo Sputnik V, alegando a falta de documentos para liberar a autorização.

“A Anvisa tomou uma decisão técnica. Conversei com amigos de lá e a situação ainda não permite fazer essa aprovação sem os documentos previstos, inclusive na lei que estabelece a excepcionalidade de aquisição de vacinas”, afirmou o epidemiologista sobre a decisão.

Foto: Agência Brasil

“Tenho certeza de que a pressão tem que ser sobre o laboratório em entregar a documentação para que a importação seja feita dentro dos trâmites legais. Sem isso, não temos como adotar uma medida apenas ou exclusivamente porque outro país está utilizando [a Sputnik V]”, completou Wanderson.

Wanderson ainda destacou que até o momento, a Anvisa já autorizou o uso de cinco imunizantes contra a Covid-19, e desse modo provou que sua conduta técnica não impediria a liberação a vacina da Rússia. Na terça-feira (27), o Fundo de Investimento Russo afirmou que a decisão tomada pela agência brasileira foi motivada por razões políticas.

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Para o médico, falta apoio e coordenação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para auxiliar o Brasil nessa questão.

“Essa situação poderia ser diferente caso a OMS estivesse trabalhando em uma coordenação mais intensa. Estou sentindo a necessidade da OMS e da OPAS mediar esse tipo de debate. Eles fizeram isso por meio da Covax, e a própria OMS poderia facilitar esse processo por meio da colocação dessa vacina como parte do fundo rotatório, assim, não precisaríamos nem ter a análise da Anvisa”, finalizou.

*Com informações da CNN Brasil

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