Johnson vai atrasar exportação de doses da Europa após debate sobre coágulos

A reguladora americana paralisou temporariamente a aplicação da J&J para estudar possíveis casos de trombose por conta da vacina

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 13 abril - 13:01

Nesta terça-feira (12) a Johnson & Johnson anunciou que vai diminuir o envio de doses de sua vacina contra a covid-19 para a Europa. O anúncio vem depois da reguladora americana, FDA, suspender temporariamente a aplicação do imunizante enquanto analisa potenciais riscos de surgimento de alguns casos de coágulos nas pessoas vacinadas.  

Segundo especialistas, os coágulos que podem ser associados a aplicação da vacina aparecem em uma taxa de seis a cada sete milhões de doses aplicadas, um número extremamente baixo. 

OMS afirma que vacina Oxford/AstraZeneca tem mais benefícios que riscos

Imagem Vacina Johnson&Johnson

Foto: Agência Brasil

Algo similar aconteceu com a vacina Oxford/AstraZeneca, a agência europeia confirmou no dia 6 de abril a vacina com os casos de trombose, o que ocasionou alguns países europeus a recomendarem a aplicação do imunizante em pessoas acima de 55 anos – os coágulos se mostraram mais comuns, embora ainda muito raros, em pessoas mais jovens. 

A decisão não foi tomada a pedido dos cidadãos europeus, mas sim pela própria Johnson: “Tomamos a decisão de adiar proativamente a entrega de nossa vacina a Europa”, afirmou a J&J, afirmando também que está estudando os casos de trombose com as autoridades de saúde europeias. 

Em entrevista à Reuters, um oficial da comissão europeia afirmou que o retardamento no envio das doses é “completamente inesperado” e disse que vão buscar esclarecimentos junto à empresa.

Vacinação na Europa

No dia 31 de março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que o processo de vacinação europeia é inaceitavelmente lento e é preocupante o aumento de casos da Covid-19 no continente.

Segundo a contagem realizada pela AFP a partir de dados fornecidos pelas autoridades de saúde, na segunda-feira (12) os 52 países da Europa registraram mais de um milhão de mortos por covid-19 desde que o coronavírus foi descoberto no final de 2019. 

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