Instituto Butantan fará tratamento de Covid com plasma humano

Plasma convalescente não necessita de autorização da Anvisa para utilização

Por: Leonardo Fernandes | 26 março - 09:41

Junto com o anúncio da criação da Butanvac, o Instituto Butantan divulgou que fará investimento na utilização de plasma convalescente no tratamento de pacientes com Covid-19. A ideia é adequada àqueles que estão no estágio inicial da doença, e a medida não precisa de autorização da Anvisa para ter prosseguimento.

O instituto inaugurou nesta sexta-feira (26) a coleta, distribuição e utilização do plasma humano. O HHemo, o Pró-Sangue e o Colsan na cidade de São Paulo, juntos do Hemocentro da Unicamp em Campinas e o Hemocentro de Ribeirão Preto farão a coleta para o tratamento, que é indicado para as pessoas que apresentarem sintomas da covid em até 72 horas.

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Plasma convalescente será coletado em centros da capital e do interior de São Paulo. Foto: Reprodução/Pixabay

Como foi explicado pelo diretor do Butantan, Dimas Covas, a ideia é fazer transferência de anticorpos ao organismo do paciente, para que seu corpo tenha tempo de reagir e montar a imunização contra o vírus. O público-alvo são idosos, pacientes com comorbidades e imunossuprimidos (pessoas que nasceram com deficiências imunológicas, ou que ficaram com o sistema imune prejudicado ao contrair uma doença).

A ideia ajudaria o sistema de saúde nacional perante o colapso dos hospitais, ou num cenário de falta de vacinas.

O que é o plasma convalescente?

O plasma convalescente é a parte líquida do sangue que carrega anticorpos para combater uma doença infecciosa. No caso do Covid-19, quando uma pessoa contrai o vírus, seu sistema imunológico cria estes anticorpos para se proteger. Portanto, numa doação de sangue, o plasma convalescente pode ser coletado de alguém que se curou do coronavírus; e o sangue será dado ao paciente que ainda está com o vírus no corpo.

No Brasil, esta coleta é autorizada no combate ao Covid-19 de forma experimental, já que os estudos para entender a eficácia completa desta terapia ainda estão acontecendo. Este tratamento é usado na medicina desde o ano de 1890, e ajudou no combate à doenças infecciosas como a gripe espanhola de 1918, e nos surtos de sarampo e gripe no século XX.

*Com informações do jornal Estadão

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