Guedes diz que chinês inventou o vírus da Covid e que a vacina do país é “menos efetiva” que a dos EUA

A maioria das doses aplicadas no Brasil foi do imunizante desenvolvido na China

Por: Maria de Toledo Leite | 27 abril - 17:51

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou nesta terça-feira (27), o dia da instalação da CPI da Covid, que o coronavírus foi “inventado” pelos chineses e que a vacina do país contra a doença é “menos efetiva” do que o imunizante da Pfizer, dos Estados Unidos.

A instalação da CPI, destinada para investigar as ações do governo na pandemia, ocorreu nesta terça. Uma das vertentes da investigação será apurar o motivo da demora do governo para comprar vacinas. Até agora, quase 400 mil brasileiros perderam suas vidas para o coronavírus.

Fotos: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

“O chinês inventou o vírus, e a vacina dele é menos efetiva do que a americana. O americano tem 100 anos de investimento em pesquisa. Então, os caras falam: ‘Qual é o vírus? É esse? Tá bom, decodifica’. Tá aqui a vacina da Pfizer. É melhor do que as outras”, disse Paulo Guedes, durante reunião do Conselho de Saúde Complementar.

Atualmente, a vacina da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, já foi aplicada em cerca de 80% das pessoas vacinadas no Brasil. Os resto dos brasileiros recebeu doses do imunizante desenvolvido pela parceria entre o laboratório Astrazeneca e a Universidade de Oxford.

Guedes não sabia que a reunião do conselho estava sendo gravada e transmitida por redes sociais. Quando foi informado, disse: “Não mandem para o ar.”

No entanto, houve uma suspeição sobre a eficiência da CorovaVac e o presidente Jair Bolsonaro chegou a vetar a compra do imunizante. “Da China nós não compraremos. É decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população pela sua origem”, disse Bolsonaro em outubro de 2020.

As vacinas da Pfizer ainda não são aplicadas no Brasil. Em agosto do ano passado, o governo recusou a oferta de 70 milhões de doses da Pfizer para entregar até dezembro. Em março deste ano, foi anunciada a compra de 100 milhões de doses do imunizante, com prazo de entrega em duas parcelas até setembro.

Origem do coronavírus

No fim de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou relatório sobre a origem do vírus, mas deixou uma das principais questões em aberto: como o vírus surgiu e como ele atingiu a humanidade.

Os primeiros casos da doença apareceram na China, mas o estudo considerou que é improvável que a infecção humana tenha acontecido devido a um incidente em laboratório, como era especulado em 2019. O documento ainda classifica como é “provável ou muito provável” que tenha existido um animal intermediário entre um animal infectado e o homem.

Até esta segunda-feira (26), às 20h, 29.554.723 brasileiros já haviam recebido a primeira dose de vacina contra a Covid-19. O número representa 13,96% da população brasileira.

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