Governo de SP anuncia antecipação de lote de 60 mil doses da Coronavac para o Ministério da Saúde

Segundo o presidente do Instituto Butantan, o adiantamento é decorrente da falta de 2º doses em alguns estados

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 28 abril - 13:09

Nesta quarta-feira (28) o governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB) anunciou o adiantamento da entrega do próximo lote da vacina contra a covid-19, Coronavac. A entrega foi antecipada para esta sexta-feira (30) mais 60 mil doses de imunizante.

Inicialmente a entrega estava prevista para o dia 3 de maio. 

Butantan deve mudar bula da CoronaVac

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

Segundo Doria a antecipação do lote só foi possível “graças ao trabalho em quatro turnos de profissionais do [Instituto] Butantan  24 horas por dia, incluindo sábados, domingo e feriados”.

O lote de 60 mil doses será entregue ao Ministério da Saúde.  O governador ressaltou, que o imunizante Coronavac representa 84% de todas as vacinas disponíveis no Brasil – de cada 10 brasileiros, 8 recebem o imunizante do Butantan. 

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que “a antecipação da entrega vai ser feita principalmente porque alguns estados estão com dificuldade com a [aplicação] da segunda dose, dentro dessa necessidade vamos antecipar o mais rápido possível toda a produção.”

De acordo Covas, para semana que vem o Instituto deve entregar um lote de 1 milhão de doses. E o governo espera uma posição da Sinovac em relação a entrega do próximo quantitativo de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) de aproximadamente 3 mil litros, e sobre a solicitação de aumento para 6 mil litros da substância, a resposta deve chegar até o final desta semana. 

Produção da Butanvac 

O governo anunciou também a produção da Butanvac – a primeira vacina fabricada integralmente no Brasil pelo Instituto Butantan. Segundo Doria, o instituto iniciou hoje a produção de 1 milhão de doses do imunizante, de acordo com ele, o estado entregará 18 milhões de vacinas até a primeira quinzena de julho, data prevista para conclusão do processo de análise das características do imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e permissão para uso emergencial, ou definitivo. 

“Hoje o Brasil dá mais um importante passo para a independência científica e tecnológica para produção de uma vacina em nosso país. Uma vacina para proteger a população brasileira e salvar vidas. Um ativo da ciência, mas também um ativo econômico, social e um ativo de esperança para os brasileiros”, disse João Doria.

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