Governo de São Paulo corre contra o tempo para reconstruir hospitais de campanha

Veja quais unidades estão prontas e quais ainda serão postas de pé

Por: Sophia Bernardes | 30 março - 17:22

Um ano depois do início da pandemia, o Estado de São Paulo enfrenta filas nos hospitais públicos e particulares à espera de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). No estado são 1500 pacientes na fila a espera de uma vaga, 135 pessoas não resistiram e vieram a óbito. O sistema da saúde se encontra em colapso como não esteve desde o início da pandemia.

Hospital de Campanha no estado de São Paulo

Foto: Sergio Andrade/Agência Brasil

A taxa de ocupação era de 76,7% na Grande São Paulo no início de março, já no fim do mesmo mês o índice ultrapassa 92% e em muitos hospitais as ocupações totalizam 100%.

Desse modo, a disseminação acelerada da Covid-19 impacta diretamente na quantidade de vagas de leitos de Unidade de Terapia Intensiva com uma lista extensa de hospital superlotados, pressionando a reabertura da Campanha de Hospitais em São Paulo.

Os hospitais de campanha são estruturas temporárias criadas para receber pacientes com sintomas de covid-19 – doença provocada pelo novo coronavírus – de baixa e média complexidade, transferidos das unidades de saúde.

Há um ano, no dia 27 de março de 2020 o prefeito de São Paulo Bruno Covas, anunciou a abertura de 2,1 mil leitos em hospitais de campanha e outros 725 leitos de Unidade de Tratamento Intensiva para o tratamento da Covid-19, devido o avanço do contágio acelerado.

Três meses após o anúncio, o Prefeito da capital encerrou as atividades do Hospital de Campanha do Pacaembu, foi a primeira estrutura inaugurada na cidade. Eram 200 leitos, para atendimentos de baixa e média complexidade, sendo 8 de UTI. O acordo previa o funcionamento da estrutura até o final de julho. A desativação foi antecipada com o registro de menos de 50% da capacidade ocupada nos últimos dez dias da campanha. Os equipamentos foram doados aos hospitais da região.

As medidas de restrição endureceram no início de março, quando foi decretado a Fase Emergencial em todo o estado, mas com o desrespeito ao isolamento os casos, mortes e internações só aumentaram.

Um mês após o decreto a capital segue na mesma fase sem avanços significativos para conter o vírus, e se estenderá até o dia 11 de abril. Além disso, o Prefeito de São Paulo antecipou 5 feriados de 2021 e 2022, outra tentativa para que as pessoas fiquem em suas casas, o índice de isolamento no primeiro  final de semana do feriado não ultrapassou 46%. Além disso, foram denunciadas 450 festas clandestinas.

O mês de março deste ano se tornou o mês mais letal desde o início da pandemia no Estado de São Paulo. O número de mortes confirmadas no estado de São Paulo já supera os registros de julho de 2020, que havia sido o mês mais letal desde o início da pandemia até então.

Em julho de 2020, foram 8.234 mortes confirmadas. Já no mês de março do dia 1 até o dia 19 foram registradas 39.507 mortes, e  o mês seguiu batendo recordes diários, apenas nos dias 23, 26 e 27 o estado ultrapassou 1.000 mortes em 24 horas.

Hospitais de Campanha no estado

Para fazer frente ao recrudescimento da pandemia e aumento de internações, o Governo de SP anunciou a ativação de mais 12 hospitais de campanha. Em contato com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, informou quais serão as unidades de Campanha em funcionamento até o final de abril:

– AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Campinas com 25 leitos de UTI e cinco de enfermaria;

– AME da Zona Norte que possui 50 leitos, incluindo 20 de UTI;

– Hospital de Campanha de Heliópolis;

–  AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Franca;

– Hospital Estadual de Bebedouro;

– Hospital de Campanha no prédio da USP de Bauru;

Além deles, estão previstos mais hospitais de campanha nas regiões como Sorocaba, Araçatuba, Grande São Paulo, Bauru e Marília. Até abril o estado terá mais de 9,2 mil leitos, contra 3,5 mil leitos que havia antes da pandemia.

Ainda em nota, a Secretaria da Saúde reforça, “Ainda assim, é importante que a população respeite a Fase Emergencial do Plano São Paulo, use máscaras, respeite o distanciamento social e fique em casa”.

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